Estou aqui...
Estava uma pedra de gelo. Não queria ninguém, não queria sedução que é prévia da paixão, que por sua vez antecede a vontade de amar. Sedução, encantos pra quê? Paixão menos ainda! Estou aqui me segurando, a fazer juras de me preservar. Mas você está aqui comigo. Me faz querer, me dá tempo para sonhar; Me dá asas para voar alto, para o lugar mais lindo que só você pode me levar. Você está aqui sem saber das promessas que fiz de não sentir, de não falar, de não entregar, de não beijar, de não querer.
Volto a escrever e encho a folha das vontades que tenho de sentir, de me encantar, de desejar. Me entreguei e acredito ser com toda a coragem de um coração firme, que antes de enfrentar estava uma muralha. A intenção era nunca mais sentir. Conhecia a possibilidade de me estatelar de novo no chão, como folhas de outono. Mas você me faz lembrar que sou árvore, volto a florir quando tenho incentivos. Quando tenho sede a água, que desconfio vir de você, cai sobre mim sem pedir licença. Quando tenho clima favorável desabrocha as mais belas flores já vistas de uma primavera. Volto a ser a árvore mais florida, mais colorida, a de forma mais perfeita, de proporções harmoniosas.
O risco da entrega me deixaria o desejo rapidamente transformado em paixão, podendo me deixar em pedaços sem avisar. Sem dar indícios de que causaria outra vez aquele vazio que afoga meu peito. Vazio que afoga. Estranho. Mesmo assim, mesmo tendo a convicção de que posso sucumbir, você me faz querer, me dá coragem que em momento algum rejeito. Estou aqui, a te esperar, a desejar, a ter vontades de você. Estou aqui. Quero o beijo dado por você, quero o romance vindo de você, quero o impulso de seguir, sem me preocupar com o ontem ou o amanhã. Mais uma vez afirmo, volto a escrever cheia de razões para o fazer, cheia de intenções para dizer. Cheia de tal forma que posso me perder nas palavras e não me fazer entender, mas tendo a certeza de que estou aqui e você está comigo.
Agradeço o sorriso frouxo, o sorriso besta, o sorriso obstinado a continuar. Agradeço a fome de palavras. Agradeço a vontade de errar. Agradeço a vida experimentada por mim, depois de você. Estou aqui na ansiosa espera do seu alento, que confio não demorar. Estou aqui, sei que está também. Estou aqui a pedir que minhas inspirações não se esgotem. Estou aqui a esperar quando você estará mais uma vez. Estou aqui e tenho a certeza de que você vai estar sempre...
quarta-feira, outubro 10, 2007
quinta-feira, setembro 20, 2007
“As bicicletas de Belleville” e o Jornalista
Amigos leitores fieis, esse texto eu fiz quando estava na universidade ainda, mas como tirei dez, fiquei muito orgulhosa e resolvi postar... eu entendo se não gostarem.
“Seu olhar é maduro, sensível e minucioso. Parabéns, Elen”Esse foi o comentário da professora. Fiquem orgulhosos também.
“As bicicletas de Belleville” e o Jornalista
Como um desenho animado pode dar lições a um profissional que vive do factual? Claro que não posso ser simplista ao falar que os jornalistas só estão preocupados com os fatos. O que tento dizer é que a vida profissional do jornalista é muito corrida, ele tem a preocupação da melhor matéria, da apuração dos fatos, da edição da matéria, com as fontes. São tantas as preocupações, cuidados, pesquisas, conversas que talvez a lição que possa existir no filme passe despercebido.
Um menino órfão, chamado Champion, vivia com a sua avó. Champion um menino triste. Sua avó uma senhora com deficiência na perna fazia tudo para agradá-lo. Deu-lhe de presente o cachorro, Bruno, mas logo o menino o esqueceu. Ela preocupada com o garoto, acaba descobrindo a paixão por bicicletas. O presente que Champion mais gostou. Depois da bicicleta ele não queria mais nada. Uma vida tranqüila: Champion, Bruno e Madame Souza, a avó e o menino começa um treinamento rigoroso comandado pela avó.
Os dias se seguem assim, o menino cresce e se torna ciclista, participando de grandes competições. Madame Souza sempre do lado e o fiel amigo Bruno. Em uma das competições Champion é seqüestrado por homens grandes e fortes. A avó desconfiada de toda a situação resolve sair em busca do neto. Na procura conhece as trigêmeas de Belleville. Elas eram cantoras famosas de cabaret e hoje, apenas senhoras sem boas condições de vida. Por fim as quatro e o cachorro Bruno conseguem encontrar e resgatar o neto de Madame Souza.
O jornalista pode entender toda a trama de uma forma diferente. Se assistir ao filme e fazer uma reflexão da história, levando em conta a profissão, algumas lições podem ser tiradas. Entendam aqui que aminha introdução continua a ser questão, mas digo que as lições podem ser percebidas se forem analisadas minuciosamente. Será que o jornalista tem esse tempo? Bom, vamos para as lições. A questão da desistência. O jornalista não pode nunca deixar a pauta cair, não pode desistir dela, precisa encontrar alternativas para torná-la melhor. Madame Souza mesmo com sua deficiência, um cachorro gordo ao lado e nenhum dinheiro, não desistiu de procurar o neto.
A investigação. Madame Souza não só tentou investigar o fato como também trabalhou suas percepções. Conseguiu enxergar detalhes que a ajudaram a encontrar a solução, ou seja, o neto. O jornalista deve apurar muito bem, sempre. A investigação dos fatos é imprescindível. Ele deve também estar atento ao “faro jornalístico”.
Por último e com a ajuda de terceiros podemos perceber a inversão de poder. Quatro mulheres frágeis. Ou seja, quatro senhoras bem velhas, uma com deficiência na perna, conseguem enfrentar “gangster” de uma cidade grande e perigosa. O jornalista é capaz de enfrentar obstáculos para publicar a verdade.
Talvez eu esteja menosprezando a capacidade que o filme tem de me dar lições. Falo “me dar lições”, porque também estou nesse meio. Sou uma foca feliz. Mas entendam que as minhas preocupações são tantas que encarei com filme como diversão. Uma excelente história. Um desenho engraçado. Oitenta e dois minutos agradáveis que me fizeram esquecer um pouco as inquietações de todos os dias. Vale a pena ganhar esses minutos.
Ficha técnica:
Título Original: Les Triplettes de Belleville
Gênero: Animação
Tempo de Duração: 82 minutos
Ano de Lançamento (França): 2003
Direção e Roteiro: Sylvain Chomet
“Seu olhar é maduro, sensível e minucioso. Parabéns, Elen”Esse foi o comentário da professora. Fiquem orgulhosos também.
“As bicicletas de Belleville” e o Jornalista
Como um desenho animado pode dar lições a um profissional que vive do factual? Claro que não posso ser simplista ao falar que os jornalistas só estão preocupados com os fatos. O que tento dizer é que a vida profissional do jornalista é muito corrida, ele tem a preocupação da melhor matéria, da apuração dos fatos, da edição da matéria, com as fontes. São tantas as preocupações, cuidados, pesquisas, conversas que talvez a lição que possa existir no filme passe despercebido.
Um menino órfão, chamado Champion, vivia com a sua avó. Champion um menino triste. Sua avó uma senhora com deficiência na perna fazia tudo para agradá-lo. Deu-lhe de presente o cachorro, Bruno, mas logo o menino o esqueceu. Ela preocupada com o garoto, acaba descobrindo a paixão por bicicletas. O presente que Champion mais gostou. Depois da bicicleta ele não queria mais nada. Uma vida tranqüila: Champion, Bruno e Madame Souza, a avó e o menino começa um treinamento rigoroso comandado pela avó.
Os dias se seguem assim, o menino cresce e se torna ciclista, participando de grandes competições. Madame Souza sempre do lado e o fiel amigo Bruno. Em uma das competições Champion é seqüestrado por homens grandes e fortes. A avó desconfiada de toda a situação resolve sair em busca do neto. Na procura conhece as trigêmeas de Belleville. Elas eram cantoras famosas de cabaret e hoje, apenas senhoras sem boas condições de vida. Por fim as quatro e o cachorro Bruno conseguem encontrar e resgatar o neto de Madame Souza.
O jornalista pode entender toda a trama de uma forma diferente. Se assistir ao filme e fazer uma reflexão da história, levando em conta a profissão, algumas lições podem ser tiradas. Entendam aqui que aminha introdução continua a ser questão, mas digo que as lições podem ser percebidas se forem analisadas minuciosamente. Será que o jornalista tem esse tempo? Bom, vamos para as lições. A questão da desistência. O jornalista não pode nunca deixar a pauta cair, não pode desistir dela, precisa encontrar alternativas para torná-la melhor. Madame Souza mesmo com sua deficiência, um cachorro gordo ao lado e nenhum dinheiro, não desistiu de procurar o neto.
A investigação. Madame Souza não só tentou investigar o fato como também trabalhou suas percepções. Conseguiu enxergar detalhes que a ajudaram a encontrar a solução, ou seja, o neto. O jornalista deve apurar muito bem, sempre. A investigação dos fatos é imprescindível. Ele deve também estar atento ao “faro jornalístico”.
Por último e com a ajuda de terceiros podemos perceber a inversão de poder. Quatro mulheres frágeis. Ou seja, quatro senhoras bem velhas, uma com deficiência na perna, conseguem enfrentar “gangster” de uma cidade grande e perigosa. O jornalista é capaz de enfrentar obstáculos para publicar a verdade.
Talvez eu esteja menosprezando a capacidade que o filme tem de me dar lições. Falo “me dar lições”, porque também estou nesse meio. Sou uma foca feliz. Mas entendam que as minhas preocupações são tantas que encarei com filme como diversão. Uma excelente história. Um desenho engraçado. Oitenta e dois minutos agradáveis que me fizeram esquecer um pouco as inquietações de todos os dias. Vale a pena ganhar esses minutos.
Ficha técnica:
Título Original: Les Triplettes de Belleville
Gênero: Animação
Tempo de Duração: 82 minutos
Ano de Lançamento (França): 2003
Direção e Roteiro: Sylvain Chomet
segunda-feira, agosto 13, 2007
O que já perdi
Às vezes paro para pensar e me pergunto: Mas você pensa? É uma brincadeirinha infame, que muitas vezes me impedem de pensar coisas ruins. Acredito que seja válida, e não tão sem graça assim.
Às vezes paro para pensar. Às vezes besteira, às vezes coisas boas. Um dia desses passei a enumerar quantas coisas já perdi na vida. Comecei a pensar em coisas materiais, quando lembrei de quantos chinelos de couro perdi só na minha infância, parei a contagem. O número já estava me matando. Eu não podia usar chinelos de outro material, por causa das infinitas alergias da minha vida. Tive alergia ao século XX e agora, tenho ao século XXI.
Às vezes paro para pensar. É neste exato momento que me arrependo de ter uma mente tão fértil e que adora pensar. Imaginem se eu passasse a contar as coisas materiais que perdi na minha feliz adolescência. Época em que perdi tantas coisas. Se os chinelos me fizeram sofrer...
Às vezes paro para pensar. Quando desiste de contar os chinelos passei a contar as pessoas. Confesso que não sofri tanto assim. Passei 25 anos dessa feliz vida escutando que essas pessoas vão e vem. Que as pessoas são boas e más. Que essas mesmas pessoas tem inveja, e que outras são legais sempre. Que as pessoas são amigas e outras apenas fingem ser. Que as pessoas estão na sua vida por um motivo, outras por vários deles.
Às vezes paro para pensar e chego a algumas conclusões. As pessoas e os chinelos fizeram parte de uma bela história. Alguns que ficaram (e algumas que ficaram) me curaram de certas alergias e entendi o cuidado necessário com cada um deles (e com cada uma delas).
Às vezes paro para pensar. De vez em quando a gente zela demais por uns e esquece a importância de outros (e outras). Alguns te fazem bem, ou te fizeram bem e deixaram de te calçar, pois estava na hora deles. Era preciso renovar. Alguns não te fizeram tão bem, mas você superou a perda de cada um deles (cada uma delas). Alguns te acompanham sempre, às vezes de longe, às vezes de tão pertinho que mesmo gostando de ficar descalça, você não os larga por nada desse mundo.
Às vezes paro para pensar. Os pensamentos são tantos, sobre tantas coisas. O mais divertido você percebe pensando. As pessoas e os chinelos precisavam ser perdidos, outros tinham de ser guardados. Definitivamente o que já perdi era necessário perder, outros consegui guardar. Esses me fizeram ganhar novos. Se depender de mim, vão calçar para sempre esse pé cheio de alergias. O que já perdi? Tudo foi na hora certa e na quantidade exata.
Às vezes paro para pensar. Às vezes besteira, às vezes coisas boas. Um dia desses passei a enumerar quantas coisas já perdi na vida. Comecei a pensar em coisas materiais, quando lembrei de quantos chinelos de couro perdi só na minha infância, parei a contagem. O número já estava me matando. Eu não podia usar chinelos de outro material, por causa das infinitas alergias da minha vida. Tive alergia ao século XX e agora, tenho ao século XXI.
Às vezes paro para pensar. É neste exato momento que me arrependo de ter uma mente tão fértil e que adora pensar. Imaginem se eu passasse a contar as coisas materiais que perdi na minha feliz adolescência. Época em que perdi tantas coisas. Se os chinelos me fizeram sofrer...
Às vezes paro para pensar. Quando desiste de contar os chinelos passei a contar as pessoas. Confesso que não sofri tanto assim. Passei 25 anos dessa feliz vida escutando que essas pessoas vão e vem. Que as pessoas são boas e más. Que essas mesmas pessoas tem inveja, e que outras são legais sempre. Que as pessoas são amigas e outras apenas fingem ser. Que as pessoas estão na sua vida por um motivo, outras por vários deles.
Às vezes paro para pensar e chego a algumas conclusões. As pessoas e os chinelos fizeram parte de uma bela história. Alguns que ficaram (e algumas que ficaram) me curaram de certas alergias e entendi o cuidado necessário com cada um deles (e com cada uma delas).
Às vezes paro para pensar. De vez em quando a gente zela demais por uns e esquece a importância de outros (e outras). Alguns te fazem bem, ou te fizeram bem e deixaram de te calçar, pois estava na hora deles. Era preciso renovar. Alguns não te fizeram tão bem, mas você superou a perda de cada um deles (cada uma delas). Alguns te acompanham sempre, às vezes de longe, às vezes de tão pertinho que mesmo gostando de ficar descalça, você não os larga por nada desse mundo.
Às vezes paro para pensar. Os pensamentos são tantos, sobre tantas coisas. O mais divertido você percebe pensando. As pessoas e os chinelos precisavam ser perdidos, outros tinham de ser guardados. Definitivamente o que já perdi era necessário perder, outros consegui guardar. Esses me fizeram ganhar novos. Se depender de mim, vão calçar para sempre esse pé cheio de alergias. O que já perdi? Tudo foi na hora certa e na quantidade exata.
terça-feira, julho 10, 2007
One, two, three, go...
Vai começar a corrida em busca do tesouro perdido. Preparar para contagem: One, two, three… GO
Às vezes me pergunto se papai do céu guardou bem guardado o que há de bom nessa vida para mim. Eu nunca encontro. Acho que ele esqueceu em alguma gaveta super secreta e mandou a chave para Terra e está fazendo comigo aquelas brincadeiras de encontrar o tesouro. Lembra? Deve estar escondida na declaração de independência dos Estados Unidos. Putz... eu moro no Brasil, acho que ele errou o caminho.
Tenho certeza, Ele acha que assim fica mais divertido, porque dá mais trabalho. Ele lá de cima pode rir um pouquinho jogando pistas de onde poderia estar a tão sonhada Caixa de Pandora da minha vida. Uma pista encontrada em determinado local me leva a outro lugar, e a outro, e outro, e outro... Me dá uma vaga idéia de onde poderia encontrar outra pista, com mais códigos quase indecifráveis, mas sempre me mantendo com a esperança de um dia encontrar.
Na verdade eu não posso reclamar tanto. Afinal, dizem que a caixa dessa tal Pandora não trouxe coisas muito legais não. Se um dia eu chegasse perto da minha tão querida caixa, faria exatamente como ela fez, abriria sem pensar nem um minuto. Acho que Ele também sabe disso e prefere evitar tamanho estrago.
A curiosidade levou Pandora a abrir a caixa, e assim todos os males saíram. Acho que vou parar de procurar o tão esperado caixote. Afinal, já tenho meu amor lindo, minha família linda e amigos que me bastam, não são muitos, mas me servem direitinho.
Parecia-me faltar alguma coisa, aí comecei a bater um papo com o cara lá de cima (uma expressão meio Xuxa, mas que cabe direitinho aqui, me perdoem os que deixaram de ser fã da loira) e percebi que da minha caixa pode sair coisas não tão boas. A gente já está cheio de bezerras caras demais, falta de decoro parlamentar, domésticas espancadas porque acharam que eram prostitutas, crimes sem punição, desvios de verbas, ex-senadores querendo voltar para política, processos de cassação arquivados.
Acho que estou satisfeita com a vida. Vou deixar para começar a incansável procura pela minha caixa, um pouco mais tarde. A contagem precisa de uma pausa...
One, two, three, wait a moment...
Às vezes me pergunto se papai do céu guardou bem guardado o que há de bom nessa vida para mim. Eu nunca encontro. Acho que ele esqueceu em alguma gaveta super secreta e mandou a chave para Terra e está fazendo comigo aquelas brincadeiras de encontrar o tesouro. Lembra? Deve estar escondida na declaração de independência dos Estados Unidos. Putz... eu moro no Brasil, acho que ele errou o caminho.
Tenho certeza, Ele acha que assim fica mais divertido, porque dá mais trabalho. Ele lá de cima pode rir um pouquinho jogando pistas de onde poderia estar a tão sonhada Caixa de Pandora da minha vida. Uma pista encontrada em determinado local me leva a outro lugar, e a outro, e outro, e outro... Me dá uma vaga idéia de onde poderia encontrar outra pista, com mais códigos quase indecifráveis, mas sempre me mantendo com a esperança de um dia encontrar.
Na verdade eu não posso reclamar tanto. Afinal, dizem que a caixa dessa tal Pandora não trouxe coisas muito legais não. Se um dia eu chegasse perto da minha tão querida caixa, faria exatamente como ela fez, abriria sem pensar nem um minuto. Acho que Ele também sabe disso e prefere evitar tamanho estrago.
A curiosidade levou Pandora a abrir a caixa, e assim todos os males saíram. Acho que vou parar de procurar o tão esperado caixote. Afinal, já tenho meu amor lindo, minha família linda e amigos que me bastam, não são muitos, mas me servem direitinho.
Parecia-me faltar alguma coisa, aí comecei a bater um papo com o cara lá de cima (uma expressão meio Xuxa, mas que cabe direitinho aqui, me perdoem os que deixaram de ser fã da loira) e percebi que da minha caixa pode sair coisas não tão boas. A gente já está cheio de bezerras caras demais, falta de decoro parlamentar, domésticas espancadas porque acharam que eram prostitutas, crimes sem punição, desvios de verbas, ex-senadores querendo voltar para política, processos de cassação arquivados.
Acho que estou satisfeita com a vida. Vou deixar para começar a incansável procura pela minha caixa, um pouco mais tarde. A contagem precisa de uma pausa...
One, two, three, wait a moment...
segunda-feira, abril 30, 2007
Intimidade é uma merda
Você chamar sua amiga pelo apelido carinhoso, vai lá, né. Agora, chamar o chefe de governo de gov, já é um pouco demais. Intimidade não é para tanto.
Trabalhar com ele todos os dias, acompanhá-lo em todos os eventos, escrever sobre ele, saber cada passo do homem, até saber de cor seu discurso, não significa que você pode chamá-lo de gov. Assim, na intimidade. “Bom dia, govs”. Gíria de coleguinhas. Entre amigos é totalmente possível, mas nesses casos o costume de casa, não pode (de maneira alguma) ir à praça.
Outra gafe: dizer que o govs está na guerra. O que é isso, minha gente? Como assim o governador está na guerra? O que significa isso para uma autoridade? Eu fiquei sem respostas. Definitivamente, não sei o que falar.
Vou ter de apelar para o significado da expressão.
Estar na guerra: expressão que vem do Zimbábue e significa que solteiros e solteiras vão a festas e encontros para se pegar. Se pegar: é uma expressão também da África Austral que faz referências ao ato de beijar alguém sem compromisso por uma ou mais noites, ou dia se preferir. Ou seja, estar na guerra é sair de casa para balada e para pegação forte.
Depois de tanta elucidação sobre o tema, podemos perceber que não cabe dizer que o “gov tá na guerra”. Cadê o respeito pela autoridade do homem? Onde este mundo vai parar? Não existe intimidade entre repórter e fonte, não desta forma. Acho que todos sabem muito bem disso. Pior quando ele é o seu chefe, não imediato, mas seu chefe. Aí ficou demais mesmo.
Aprendi uma coisa muito verdadeira: Dê dinheiro, mas não dê intimidade. Neste caso o erro é duplo. A pessoa dá dinheiro e não dá intimidade nenhuma. Quem entende? Espero que essa fofoca, comentário na verdade – o governador (que já virou gov) está na guerra – não se espalhe por aí. Pode pegar mal.
Trabalhar com ele todos os dias, acompanhá-lo em todos os eventos, escrever sobre ele, saber cada passo do homem, até saber de cor seu discurso, não significa que você pode chamá-lo de gov. Assim, na intimidade. “Bom dia, govs”. Gíria de coleguinhas. Entre amigos é totalmente possível, mas nesses casos o costume de casa, não pode (de maneira alguma) ir à praça.
Outra gafe: dizer que o govs está na guerra. O que é isso, minha gente? Como assim o governador está na guerra? O que significa isso para uma autoridade? Eu fiquei sem respostas. Definitivamente, não sei o que falar.
Vou ter de apelar para o significado da expressão.
Estar na guerra: expressão que vem do Zimbábue e significa que solteiros e solteiras vão a festas e encontros para se pegar. Se pegar: é uma expressão também da África Austral que faz referências ao ato de beijar alguém sem compromisso por uma ou mais noites, ou dia se preferir. Ou seja, estar na guerra é sair de casa para balada e para pegação forte.
Depois de tanta elucidação sobre o tema, podemos perceber que não cabe dizer que o “gov tá na guerra”. Cadê o respeito pela autoridade do homem? Onde este mundo vai parar? Não existe intimidade entre repórter e fonte, não desta forma. Acho que todos sabem muito bem disso. Pior quando ele é o seu chefe, não imediato, mas seu chefe. Aí ficou demais mesmo.
Aprendi uma coisa muito verdadeira: Dê dinheiro, mas não dê intimidade. Neste caso o erro é duplo. A pessoa dá dinheiro e não dá intimidade nenhuma. Quem entende? Espero que essa fofoca, comentário na verdade – o governador (que já virou gov) está na guerra – não se espalhe por aí. Pode pegar mal.
quinta-feira, abril 19, 2007
Festa estranha com gente esquisita
O meu novo lema é: vou dar de presente às pessoas um gato, para que elas cuidem da vida delas e de mais sete e quem sabe assim estejam ocupadas o suficiente para esquecer da minha.
Eu começo a achar que o problema está comigo. Eu chego aos lugares faço o que preciso e tenho de fazer, junto as minhas tralhas e vou para minha casa. Vou tranqüila com a sensação de dever cumprido.
Antes de cumprir o meu dever, durante o caminho me deparo com alguns obstáculos. “No meio do caminho havia uma pedra”... uma não, acho que são quatro pedras. E elas de verdade empatam minha vida. Na verdade me cansam. Atrapalham o meu rendimento e se preocupam demais em ocupar o meu caminho. Por que diabos não ocupam o caminho de outras pessoas?
A culpa deve ser minha mesmo, espero a mesma atitude das pessoas. Aquela velha história de fazer e esperar que façam o mesmo com você. Espero mesmo, que elas cheguem, façam o seu e deixem o dos outros de lado. Afinal, a sua vida já é cheia de tantas coisas para você se preocupar. Por que tomar conta de outras? Não é mesmo?!
Isso acontece principalmente no trabalho. E o pior é que encontrei gente assim em todos os lugares que já trabalhei. Labutar deve deixar os seres humanos com raiva. Deve ser essa a explicação. Eles têm tanta raiva de trabalhar que precisam descontar de alguma forma.
Uma pessoa muito especial diz que isso acontece porque elas não têm muita coisa para fazer. Aí já sabe né: Cabeça vazia, oficina do Diabo. Ou seja, coisa ruim mesmo, porque desse cara aí, não pode sair coisa boa.
Na verdade isso é só um desabafo, afinal esse espaço aqui é justamente para isso, e claro para contar os meus “causos”. Tenho até uma historinha engraçada que poderia dar uma boa crônica, falando dessas coisas. Mas não quero expor essas pedras do meu caminho.
A minha mãe me ensinou assim, a se preocupar em fazer bem feito o meu e deixar o que é dos outros de lado. Mas ela esqueceu de me ensinar que as pessoas não são assim.
Eu começo a achar que o problema está comigo. Eu chego aos lugares faço o que preciso e tenho de fazer, junto as minhas tralhas e vou para minha casa. Vou tranqüila com a sensação de dever cumprido.
Antes de cumprir o meu dever, durante o caminho me deparo com alguns obstáculos. “No meio do caminho havia uma pedra”... uma não, acho que são quatro pedras. E elas de verdade empatam minha vida. Na verdade me cansam. Atrapalham o meu rendimento e se preocupam demais em ocupar o meu caminho. Por que diabos não ocupam o caminho de outras pessoas?
A culpa deve ser minha mesmo, espero a mesma atitude das pessoas. Aquela velha história de fazer e esperar que façam o mesmo com você. Espero mesmo, que elas cheguem, façam o seu e deixem o dos outros de lado. Afinal, a sua vida já é cheia de tantas coisas para você se preocupar. Por que tomar conta de outras? Não é mesmo?!
Isso acontece principalmente no trabalho. E o pior é que encontrei gente assim em todos os lugares que já trabalhei. Labutar deve deixar os seres humanos com raiva. Deve ser essa a explicação. Eles têm tanta raiva de trabalhar que precisam descontar de alguma forma.
Uma pessoa muito especial diz que isso acontece porque elas não têm muita coisa para fazer. Aí já sabe né: Cabeça vazia, oficina do Diabo. Ou seja, coisa ruim mesmo, porque desse cara aí, não pode sair coisa boa.
Na verdade isso é só um desabafo, afinal esse espaço aqui é justamente para isso, e claro para contar os meus “causos”. Tenho até uma historinha engraçada que poderia dar uma boa crônica, falando dessas coisas. Mas não quero expor essas pedras do meu caminho.
A minha mãe me ensinou assim, a se preocupar em fazer bem feito o meu e deixar o que é dos outros de lado. Mas ela esqueceu de me ensinar que as pessoas não são assim.
terça-feira, abril 10, 2007
Experiência de Criança
Acho que muitos já conhecem essa crônica, mas eu gosto tanto dela que resolvi postar aqui também!! Aproveitem!! Moro em Brasília desde que nasci. Mas cometi alguns erros nessa minha vida inteira de capital federal. Por exemplo: só conheci a catedral e o museu JK quando uma amiga de Belo Horizonte me visitou em 1998, eu já tinha 17 anos. Um passeio pela esplanada, com direito a fotos felizes e pontos turísticos, fiz quando estava na faculdade só porque tinha de fazer um trabalho acadêmico. Essas coisas são importantes, são necessárias na vida de uma criança brasiliense. Muito menos fui ao desfile de 07 de setembro, homenagem à Pátria, multidão na Esplanada. Isso, eu nunca presenciei.
O bom foi que escolhi uma profissão que proporciona algumas coisas boas, outras nem tanto, mas algumas bem divertidas. A notícia da pauta não foi nada agradável. Veio na véspera do feriado de 07 de setembro, às 22h30. Hora nada agradável também, para quem saiu da redação alguns minutos antes. Quando a bina do celular denuncia telefone do trabalho é melhor atender logo, mesmo sabendo que a notícia não será muito boa. Do outro lado da linha vem a pauta: “Oi Lalá (meu carinhoso apelido), amanhã você chega um pouquinho mais cedo e vai com o fotógrafo para Esplanada cobrir o desfile de 07 de setembro, tá?!”. Eu como toda repórter sagaz disse logo: “Claro, eu já ia chegar mais cedo mesmo”. Logo que desliguei, pensei: “Putz, que fria essa!”.
Brasília, 07 de setembro de 2006. O dia começa nublado, logo penso: “Ah! Não vai ser tão ruim assim, nada de sol quente e calor insuportável”. Peguei meu bloquinho, duas canetas (vai que uma falha no meio da entrevista) e sai feliz e contente. Logo que avistei a Esplanada, vi uma multidão. Mais de 30 mil pessoas se aglomeraram em pequenos espaços para ver militares,civis e artistas passeando por uma rua estreita. Ufa! Para fugir daquele caos, conseguimos entrar numa área só para credenciados e não tínhamos nem idéia de que credencial era essa. Mas a vista era privilegiada e as fotos saíram maravilhosas.
Passei a observar as pessoas que estavam por lá. Aquelas que acordaram cedo, se arrumaram junto com a família e amigos e chegaram cedo, para conseguir um bom lugar e ver o desfile. Devo confessar que o desfile é de fato muito bonito. Em muitos momentos, me peguei com a boca aberta, besta com tamanha festa. Daí percebi que fez falta não participar dessa comemoração junto com a família.
Mas o melhor, de todo o dia, foi me flagrar olhando incansavelmente para o céu, rindo para pilotos que não me enxergavam no meio daquelas pessoas. Eu estava besta com a Esquadrilha da Fumaça, a atração mais esperada do desfile. Eram sete aviões que rasgavam as nuvens e soltavam fumaça para marcar seus caminhos. Um fazia piruetas que nunca imaginei que pudessem ser feitas. Eles passaram pertinho de mim. Faziam manobras que pra mim são altamente perigosas, mas lindas de se ver. Eles voavam de cabeça pra baixo. Incrível. Foram quinze minutos, apenas quinze minutos. E eu parecia uma criança, sem desgrudar o olho do céu e numa expectativa de dar frio na barriga, esperando pela próxima peripécia no ar.
Bati palmas freneticamente. Sorri de dar dor na boca. Esqueci do sol me queimando. Perdi-me do fotógrafo que foi buscar o melhor ângulo. Deixei de observar as pessoas em volta. Vi um coração de fumaça se formar no céu. Eu adoro corações. Prestei atenção em todas as manobras. Todas mesmo. Adorei as piruetas. Tive medo, em algumas, eles pareciam despencar do alto. Vibrei quando percebi que eles não iriam cair e estavam apenas fazendo mais gracinhas. Larguei a minha pauta e voltei a ser criança, por quinze maravilhosos minutos.
O bom foi que escolhi uma profissão que proporciona algumas coisas boas, outras nem tanto, mas algumas bem divertidas. A notícia da pauta não foi nada agradável. Veio na véspera do feriado de 07 de setembro, às 22h30. Hora nada agradável também, para quem saiu da redação alguns minutos antes. Quando a bina do celular denuncia telefone do trabalho é melhor atender logo, mesmo sabendo que a notícia não será muito boa. Do outro lado da linha vem a pauta: “Oi Lalá (meu carinhoso apelido), amanhã você chega um pouquinho mais cedo e vai com o fotógrafo para Esplanada cobrir o desfile de 07 de setembro, tá?!”. Eu como toda repórter sagaz disse logo: “Claro, eu já ia chegar mais cedo mesmo”. Logo que desliguei, pensei: “Putz, que fria essa!”.
Brasília, 07 de setembro de 2006. O dia começa nublado, logo penso: “Ah! Não vai ser tão ruim assim, nada de sol quente e calor insuportável”. Peguei meu bloquinho, duas canetas (vai que uma falha no meio da entrevista) e sai feliz e contente. Logo que avistei a Esplanada, vi uma multidão. Mais de 30 mil pessoas se aglomeraram em pequenos espaços para ver militares,civis e artistas passeando por uma rua estreita. Ufa! Para fugir daquele caos, conseguimos entrar numa área só para credenciados e não tínhamos nem idéia de que credencial era essa. Mas a vista era privilegiada e as fotos saíram maravilhosas.
Passei a observar as pessoas que estavam por lá. Aquelas que acordaram cedo, se arrumaram junto com a família e amigos e chegaram cedo, para conseguir um bom lugar e ver o desfile. Devo confessar que o desfile é de fato muito bonito. Em muitos momentos, me peguei com a boca aberta, besta com tamanha festa. Daí percebi que fez falta não participar dessa comemoração junto com a família.
Mas o melhor, de todo o dia, foi me flagrar olhando incansavelmente para o céu, rindo para pilotos que não me enxergavam no meio daquelas pessoas. Eu estava besta com a Esquadrilha da Fumaça, a atração mais esperada do desfile. Eram sete aviões que rasgavam as nuvens e soltavam fumaça para marcar seus caminhos. Um fazia piruetas que nunca imaginei que pudessem ser feitas. Eles passaram pertinho de mim. Faziam manobras que pra mim são altamente perigosas, mas lindas de se ver. Eles voavam de cabeça pra baixo. Incrível. Foram quinze minutos, apenas quinze minutos. E eu parecia uma criança, sem desgrudar o olho do céu e numa expectativa de dar frio na barriga, esperando pela próxima peripécia no ar.
Bati palmas freneticamente. Sorri de dar dor na boca. Esqueci do sol me queimando. Perdi-me do fotógrafo que foi buscar o melhor ângulo. Deixei de observar as pessoas em volta. Vi um coração de fumaça se formar no céu. Eu adoro corações. Prestei atenção em todas as manobras. Todas mesmo. Adorei as piruetas. Tive medo, em algumas, eles pareciam despencar do alto. Vibrei quando percebi que eles não iriam cair e estavam apenas fazendo mais gracinhas. Larguei a minha pauta e voltei a ser criança, por quinze maravilhosos minutos.
Foto: Nilson Carvalho
domingo, abril 01, 2007
Trabalho em equipe
Dizem que pobre tem mais é de ralar na vida. Trabalhar muito pra ganhar pouco e ainda sair com um sorriso estampado no rosto, às vezes fingindo ser feliz, às vezes feliz de fato. De vez em quando penso que nada dá certo! Coisas assim passam pela cabeça. Na verdade o que altera meus ânimos, que são pra lá de empolgados, é a seguinte questão: como trabalhar em equipe?
Não sei os seus, mas meus pais passaram a vida inteira discursando sobre como é importante saber trabalhar em equipe. Essas teorias furadas eu já entendi há um tempão, mas tenta colocar na prática. Um sacrifício, para não dizer martírio. Posso exagerar nos adjetivos, mas que é um tormento, ninguém pode discordar.
Pessoas prestativas demais atrapalham, as burras empacam, as nervosas dão chiliques, as normais são chatas. Será que o problema está comigo? Vocês devem pensar: óbvio que sim. Proponho um desafio. Passem o dia inteiro em uma redação, mas não um dia qualquer, aqueles de fechamento de jornal, ou reuniões infindáveis que não dão em nada. Você tem duas alternativas, ou sai louco ou concorda que trabalhar em equipe é a pior coisa que já inventaram.
Acredito na pessoa que inventou essa tal de “equipe”, a dele deveria ser fantástica, na verdade acredito fielmente que ele trabalhava sozinho. Sei que o conceito foi inventado nos Estados Unidos, mas o autor da teoria ninguém sabe o nome. Ele de verdade não deve querer ser reconhecido.
Criaturas são engraçadas, as da espécie Homo sapiens são mais ainda. Existem algumas que se esforçam para ser da equipe, outras preferem fazer todo o trabalho sozinhas, essas são as mais espertas. Muita gente, de fato atrapalha. Não, eu não sou anti-social ou tenho aversão a essas “queridas” criaturas da espécie. Mas todos devem concordar, um cão é bem mais compreensível, adaptável e obediente que esses seres.
Não sei os seus, mas meus pais passaram a vida inteira discursando sobre como é importante saber trabalhar em equipe. Essas teorias furadas eu já entendi há um tempão, mas tenta colocar na prática. Um sacrifício, para não dizer martírio. Posso exagerar nos adjetivos, mas que é um tormento, ninguém pode discordar.
Pessoas prestativas demais atrapalham, as burras empacam, as nervosas dão chiliques, as normais são chatas. Será que o problema está comigo? Vocês devem pensar: óbvio que sim. Proponho um desafio. Passem o dia inteiro em uma redação, mas não um dia qualquer, aqueles de fechamento de jornal, ou reuniões infindáveis que não dão em nada. Você tem duas alternativas, ou sai louco ou concorda que trabalhar em equipe é a pior coisa que já inventaram.
Acredito na pessoa que inventou essa tal de “equipe”, a dele deveria ser fantástica, na verdade acredito fielmente que ele trabalhava sozinho. Sei que o conceito foi inventado nos Estados Unidos, mas o autor da teoria ninguém sabe o nome. Ele de verdade não deve querer ser reconhecido.
Criaturas são engraçadas, as da espécie Homo sapiens são mais ainda. Existem algumas que se esforçam para ser da equipe, outras preferem fazer todo o trabalho sozinhas, essas são as mais espertas. Muita gente, de fato atrapalha. Não, eu não sou anti-social ou tenho aversão a essas “queridas” criaturas da espécie. Mas todos devem concordar, um cão é bem mais compreensível, adaptável e obediente que esses seres.
terça-feira, março 20, 2007
Lalá por Lili
Tudo bem que os leitores do blog são meus amigos e me conhecem bem, não precisam de descrições, mas achei muito lindo o que minha irmã escreveu de mim. Podem perceber que sou um tanto quanto explorada por ela, mas ao mesmo tempo sustentada. Vai entender. Será que ela quer algum tipo de compensação por tudo que me proporciona? Até parece, é amor mesmo. Vamos acreditar nisso.
Esse texto ela fez para entrar na orelha do meu livro, aquelas descrições dos autores, tipo: Ana Larissa Albuquerque Viana, nasceu em Brasília, tem 25 anos e é um escritora prodígio, mas muito renomada. Tornou-se cronista ainda na universidade, onde descobriu seu talento.
Ah! Vamos concordar que a descrição da irmã mais velha ficou bem melhor, apesar dessa aí de cima estar muito verossímil.
Ela é mimada, chorona e fala muito alto. Ela é complicada, mulherzinha e adora discutir o assunto. Ela tem o cabelo liso, os olhos verdes e é peituda. Ela é a tia preferida, a filha preferida e a irmã preferida. Ela é boba, feia e chata. Ela é fantástica, linda de morrer e a pessoa mais legal do mundo. Ela é fã do Captain Jack Sparrow e me ensinou a gostar de Matchbox 20. Ela faz meu lanche, meu almoço e meu jantar. É ela quem cuida de mim quando estou doente, que arruma minhas coisas, que faz tudo o que eu peço. É ela que depende de mim. Ela é tão fofa, meiga e doce. Ela é viciada em chocolate, adora dançar e ama escrever. Ela diz q é jornalista e eu boto a maior fé. Ela é a minha irmã, minha amiga e companheira. E eu não consigo viver sem ela. E morro de orgulho disso. Ela é o meu amor!
Esse texto ela fez para entrar na orelha do meu livro, aquelas descrições dos autores, tipo: Ana Larissa Albuquerque Viana, nasceu em Brasília, tem 25 anos e é um escritora prodígio, mas muito renomada. Tornou-se cronista ainda na universidade, onde descobriu seu talento.
Ah! Vamos concordar que a descrição da irmã mais velha ficou bem melhor, apesar dessa aí de cima estar muito verossímil.
Ela é mimada, chorona e fala muito alto. Ela é complicada, mulherzinha e adora discutir o assunto. Ela tem o cabelo liso, os olhos verdes e é peituda. Ela é a tia preferida, a filha preferida e a irmã preferida. Ela é boba, feia e chata. Ela é fantástica, linda de morrer e a pessoa mais legal do mundo. Ela é fã do Captain Jack Sparrow e me ensinou a gostar de Matchbox 20. Ela faz meu lanche, meu almoço e meu jantar. É ela quem cuida de mim quando estou doente, que arruma minhas coisas, que faz tudo o que eu peço. É ela que depende de mim. Ela é tão fofa, meiga e doce. Ela é viciada em chocolate, adora dançar e ama escrever. Ela diz q é jornalista e eu boto a maior fé. Ela é a minha irmã, minha amiga e companheira. E eu não consigo viver sem ela. E morro de orgulho disso. Ela é o meu amor!
sexta-feira, março 09, 2007
Uma salva de palmas para as diferenças
Antes, dormir não fazia parte dos planos do meu curto dia de 24 horas;
Agora, tenho tempo de sobra para descansar;
Antes, a jornada de trabalho era de 12 horas e o salário uma miséria;
Agora, o trabalho é apenas meio período, como manda a lei para jornalistas e o salário vale aquilo que a gente trabalha;
Antes, o almoço era engolido, às vezes nem almoço tinha;
Agora, posso comer em casa, no shopping, com os coleguinhas, sem eles, o cardápio? É só escolher;
Antes, eram, no mínimo, cinco pautas por dia, não tinha como respirar;
Agora, no máximo três, com direito a coffee break;
Antes, carnaval não era sinônimo de feriado e descanso;
Agora, até Salvador me recebe de braços abertos;
Antes, não havia revezamento de plantões e nos feriados era toda a redação na labuta;
Agora, trabalho um e folgo seis;
Antes, o trabalho não era reconhecido;
Agora, demonstram sempre que confiam em você e que acreditam que é capaz e eficiente;
Antes, os superiores tinham a certeza de que formávamos um bando de inexperientes, sem rumo na vida e que só sabia dizer “tudo bem”, igual a propaganda do novo Fiesta
Agora, suas opiniões contam e muito, e eles fazem questão da sua sugestão;
Antes, faziam a gente acreditar que essas mesmas sugestões seriam colocadas em prática;
Agora, elas são usadas de verdade;
Antes, confesso, tínhamos uma equipe maravilhosa de repórteres;
Agora, todos são super legais, mas nada como a “minha equipe de jornalismo”;
Antes, eu podia falar, “seje”, “teje”, “menas”, “meia cansada” e ninguém acreditava que meu português era de fato péssimo;
Agora, qualquer falha gramatical pode ser o fim do mundo;
Antes, eu não precisava me comportar diante dos coleguinhas, era pé em cima de computador, botão de calça aberto, lanche em cima da mesa, resto do chocolate de ontem divido por quatro;
Agora, sou comportadinha, afinal, meu cargo exige isso, uma mulher responsável e não uma moleca bobona (adorava ser assim);
Antes, era diferente;
Agora, é mais ainda;
Antes, parecia o melhor lugar do mundo;
Agora, dou graças as enormes diferenças que existem em tudo nesse mundo.
Agora, tenho tempo de sobra para descansar;
Antes, a jornada de trabalho era de 12 horas e o salário uma miséria;
Agora, o trabalho é apenas meio período, como manda a lei para jornalistas e o salário vale aquilo que a gente trabalha;
Antes, o almoço era engolido, às vezes nem almoço tinha;
Agora, posso comer em casa, no shopping, com os coleguinhas, sem eles, o cardápio? É só escolher;
Antes, eram, no mínimo, cinco pautas por dia, não tinha como respirar;
Agora, no máximo três, com direito a coffee break;
Antes, carnaval não era sinônimo de feriado e descanso;
Agora, até Salvador me recebe de braços abertos;
Antes, não havia revezamento de plantões e nos feriados era toda a redação na labuta;
Agora, trabalho um e folgo seis;
Antes, o trabalho não era reconhecido;
Agora, demonstram sempre que confiam em você e que acreditam que é capaz e eficiente;
Antes, os superiores tinham a certeza de que formávamos um bando de inexperientes, sem rumo na vida e que só sabia dizer “tudo bem”, igual a propaganda do novo Fiesta
Agora, suas opiniões contam e muito, e eles fazem questão da sua sugestão;
Antes, faziam a gente acreditar que essas mesmas sugestões seriam colocadas em prática;
Agora, elas são usadas de verdade;
Antes, confesso, tínhamos uma equipe maravilhosa de repórteres;
Agora, todos são super legais, mas nada como a “minha equipe de jornalismo”;
Antes, eu podia falar, “seje”, “teje”, “menas”, “meia cansada” e ninguém acreditava que meu português era de fato péssimo;
Agora, qualquer falha gramatical pode ser o fim do mundo;
Antes, eu não precisava me comportar diante dos coleguinhas, era pé em cima de computador, botão de calça aberto, lanche em cima da mesa, resto do chocolate de ontem divido por quatro;
Agora, sou comportadinha, afinal, meu cargo exige isso, uma mulher responsável e não uma moleca bobona (adorava ser assim);
Antes, era diferente;
Agora, é mais ainda;
Antes, parecia o melhor lugar do mundo;
Agora, dou graças as enormes diferenças que existem em tudo nesse mundo.
quinta-feira, março 01, 2007
O Pierrot e a Colombina
Vocês me desculpem, mas antes de começar preciso alertá-los: nesta história não há triângulo amoroso. Apesar de ter acontecido no carnaval e ser época propicia para vários amores de verão, é preciso entender que a alma e o corpo são de uma única pessoa. A ousadia, o olhar profundo e meigo são características dessa mesma única pessoa. Quem não conhece o poema que fala da dúvida e do amor a três entre o Arlequim, o Pierrot e a Colombina pode procurar por Máscaras de Menotti del Picchia.
Começou assim, em um carnaval fora de época, amor a primeira vista. Com o tempo foi desenrolando o romance (fica meio brega chamar de romance, mas é assim mesmo que deve ser) e agora parece estar mais enrolado do que nunca. Já temos apelidos carinhosos, manias insuportáveis, paixões e amores incondicionais. Tudo na medida exata e no exagero certo.
Aí veio o carnaval de verdade. Aquele que se pula marchinhas, ouve-se frevo e ainda tem o velho e não tão bom axé. A semana que antecedeu essa festa profana, segundo minha mãe é época em que as pessoas se perdem, foi uma eterna agonia, de brigas de fato. Brigas que nunca tivemos. Eu queria que ele voltasse e ele insistia em ficar. Eu achava melhor curtir na capital e ele queria correr atrás do trio. Igual a Eduardo e Mônica, que não se parecessem em nada e nasceram um para o outro?! Entendem?
Enfim, ele venceu. Ainda bem que ele ganhou essa “parada” e “fomos atrás do caminhão fazer nosso carnaval”. Realmente o ritmo contagia, a festa é mega, para gente mega, com vontades megas e com pique ‘mais mega’ ainda. Se não agüenta nem tenta ir. Em alguns poucos momentos lembramos da possibilidade de estar na capital tomando vodca com suco de alguma coisa, boiando na piscina e escolhendo a música no laptop do amigo. Não que esse programa seja péssimo, na verdade é um dos meus preferidos, mas estar naquela cidade que respira carnaval, de verdade não tem preço.
Trocamos a vodca da capital pela caipiroska de sirigüela, limão, abacaxi e maracujá com cachaça, nessa fomos enganados, juramos que era a nossa boa e velha vodca, mas o senhor do quiosque colocou a boa pinga na garrafa de Smirnoff, a gente bebeu, com sorriso estampado na cara. Trocamos a pizza de caixinha pela deliciosa pipoca de microondas, a piscina quentinha por 9km de caminhada e sete horas do mais puro e verdadeiro axé.
O coração do mundo realmente bate ali. O nosso coração bateu mais forte ali. Segurar na corda do caranguejo, saber que Deus vai perdoar por não ser chicleteiro, dar a volta no trio, saber que ronaldinho tem o cabelo raspadinho, pular porque olha o asa aê, ouvir a mistura de tambor e outras coisas que não deixa ninguém parado, descobrir que se a gente quiser o mundo se ajeita, pirar a cabeça e o coração, feito bola de sabão são coisas que nos lembram de como é bom o carnaval. Nos fazem lembrar como é fantástico estar ao lado do amor infinito, que nossas brigas até valeram à pena.
O carnaval faz a gente descobrir. Descobrir que o seu amor é mais rabugento do que você imaginava, mas ao mesmo tempo é o mais carinhoso e atencioso. Descobrir que você é mega intransigente, mas seu amor é o mais compreensivel e não desiste de você. E ainda descobrir que carnaval também é sinônimo de farra, música e muita diversão quando estão sozinhos o Pierrot e a Colombina.
Esse foi o resultado do nosso carnaval. É só clicar no link e procurar por Moises e Ana Larissa
http://www.pepsinocarnaval.com.br/19-02/folder_listing?b_start:int=40&-C
Começou assim, em um carnaval fora de época, amor a primeira vista. Com o tempo foi desenrolando o romance (fica meio brega chamar de romance, mas é assim mesmo que deve ser) e agora parece estar mais enrolado do que nunca. Já temos apelidos carinhosos, manias insuportáveis, paixões e amores incondicionais. Tudo na medida exata e no exagero certo.
Aí veio o carnaval de verdade. Aquele que se pula marchinhas, ouve-se frevo e ainda tem o velho e não tão bom axé. A semana que antecedeu essa festa profana, segundo minha mãe é época em que as pessoas se perdem, foi uma eterna agonia, de brigas de fato. Brigas que nunca tivemos. Eu queria que ele voltasse e ele insistia em ficar. Eu achava melhor curtir na capital e ele queria correr atrás do trio. Igual a Eduardo e Mônica, que não se parecessem em nada e nasceram um para o outro?! Entendem?
Enfim, ele venceu. Ainda bem que ele ganhou essa “parada” e “fomos atrás do caminhão fazer nosso carnaval”. Realmente o ritmo contagia, a festa é mega, para gente mega, com vontades megas e com pique ‘mais mega’ ainda. Se não agüenta nem tenta ir. Em alguns poucos momentos lembramos da possibilidade de estar na capital tomando vodca com suco de alguma coisa, boiando na piscina e escolhendo a música no laptop do amigo. Não que esse programa seja péssimo, na verdade é um dos meus preferidos, mas estar naquela cidade que respira carnaval, de verdade não tem preço.
Trocamos a vodca da capital pela caipiroska de sirigüela, limão, abacaxi e maracujá com cachaça, nessa fomos enganados, juramos que era a nossa boa e velha vodca, mas o senhor do quiosque colocou a boa pinga na garrafa de Smirnoff, a gente bebeu, com sorriso estampado na cara. Trocamos a pizza de caixinha pela deliciosa pipoca de microondas, a piscina quentinha por 9km de caminhada e sete horas do mais puro e verdadeiro axé.
O coração do mundo realmente bate ali. O nosso coração bateu mais forte ali. Segurar na corda do caranguejo, saber que Deus vai perdoar por não ser chicleteiro, dar a volta no trio, saber que ronaldinho tem o cabelo raspadinho, pular porque olha o asa aê, ouvir a mistura de tambor e outras coisas que não deixa ninguém parado, descobrir que se a gente quiser o mundo se ajeita, pirar a cabeça e o coração, feito bola de sabão são coisas que nos lembram de como é bom o carnaval. Nos fazem lembrar como é fantástico estar ao lado do amor infinito, que nossas brigas até valeram à pena.
O carnaval faz a gente descobrir. Descobrir que o seu amor é mais rabugento do que você imaginava, mas ao mesmo tempo é o mais carinhoso e atencioso. Descobrir que você é mega intransigente, mas seu amor é o mais compreensivel e não desiste de você. E ainda descobrir que carnaval também é sinônimo de farra, música e muita diversão quando estão sozinhos o Pierrot e a Colombina.
Esse foi o resultado do nosso carnaval. É só clicar no link e procurar por Moises e Ana Larissa
http://www.pepsinocarnaval.com.br/19-02/folder_listing?b_start:int=40&-C
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Parece a primeira vez
Aquela pose de dona do pedaço, eu perdi. Aquele ar de experiente, também foi embora. Aquele jeito de quem sabe tudo, nao existe nem mais um pouquinho para contar história. Aquela certeza de que posso fazer de tudo, não sobrou. Aquele domínio sobre as coisas, foi o primeiro a sumir. Agora, nem o banheiro eu sei onde fica.
Voltei a ser aquela menina insegura, pisando em ovos, tentando agradar. Voltei a ter aquela vontade de fazer tudo certo. Voltei a errar, como se nunca tivesse feito algo parecido. Voltei a ter medo de abrir gavetas. Voltei a ser aquela foquinha, que tinha esquecido de ser há muito tempo. Agora, nem coragem tenho para encher meu copo com água.
Quando vou sair da sala sempre aviso, como menina de primário pedindo lincença para a tia. Quando tenho dúvidas entro em pânico, como se não fosse possível resolver. Quando quero alguma coisa, não sei como pedir, nem para quem pedir. Quando não sei o que fazer, fico quieta no meu canto, sei lá... Vai que faço algo errado. Agora, até na fila do self service eu fico desconcertada.
Dizem que o primeiro Valisere a gente nunca esquece, mas os primeiros dias de trabalho também não. Dizem que o primeiro amor fica pra sempre, mas as mancada dos primeiros dias de trabalho também. Aí eu meu pergunto: sempre que mudar de emprego vai ser assim? Ou é coisa de foca mesmo? Será que todo mundo passa por isso? Ou será só eu que me sinto assim? Todo foca é foca de verdade? Mesmo com experiência de longos e árduos anos?
Apesar de tudo confesso ser divertido começar. Começar no novo emprego, começar com novos colegas, começar com novas experiências, começar de novo. Apesar de tudo não quero perder o frio na barriga da primeira vez, é isso que faz a gente querer seguir em frente, querer mais, se interessar, buscar.
É o desafio e na verdade é bom parecer a primeira vez
Voltei a ser aquela menina insegura, pisando em ovos, tentando agradar. Voltei a ter aquela vontade de fazer tudo certo. Voltei a errar, como se nunca tivesse feito algo parecido. Voltei a ter medo de abrir gavetas. Voltei a ser aquela foquinha, que tinha esquecido de ser há muito tempo. Agora, nem coragem tenho para encher meu copo com água.
Quando vou sair da sala sempre aviso, como menina de primário pedindo lincença para a tia. Quando tenho dúvidas entro em pânico, como se não fosse possível resolver. Quando quero alguma coisa, não sei como pedir, nem para quem pedir. Quando não sei o que fazer, fico quieta no meu canto, sei lá... Vai que faço algo errado. Agora, até na fila do self service eu fico desconcertada.
Dizem que o primeiro Valisere a gente nunca esquece, mas os primeiros dias de trabalho também não. Dizem que o primeiro amor fica pra sempre, mas as mancada dos primeiros dias de trabalho também. Aí eu meu pergunto: sempre que mudar de emprego vai ser assim? Ou é coisa de foca mesmo? Será que todo mundo passa por isso? Ou será só eu que me sinto assim? Todo foca é foca de verdade? Mesmo com experiência de longos e árduos anos?
Apesar de tudo confesso ser divertido começar. Começar no novo emprego, começar com novos colegas, começar com novas experiências, começar de novo. Apesar de tudo não quero perder o frio na barriga da primeira vez, é isso que faz a gente querer seguir em frente, querer mais, se interessar, buscar.
É o desafio e na verdade é bom parecer a primeira vez
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Ela descobriu o porquê de WO ser chamado assim

Como definir colegas de redação? É mais fácil ter afinidades com as meninas, afinal, elas também desfrutam o mesmo prazer em ser do sexo feminino. Elas se entendem, apesar da natural competição, inveja e o natural ciúmes. A escritora e roteirista Fernanda Young disse uma vez em um programa de televisão que ter inveja e assumir que a tem é a melhor coisa. Assim sabemos o que nos aflige e muitas vezes essa inveja não é pejorativa. Não é o fim do mundo, sentir-se assim em relação aos outros.
Não foi difícil perceber que é mais do que normal ter amigos pra vida toda, os mesmos que são amigos de profissão. Por mais que ela não goste de ser chamada assim, a Japonesa (mais conhecida como nerds e/ou Japa) da redação tornou-se amiga, daquele jeitinho discreto, chegando devagarzinho. Mal educada, porque nem pediu licença.
As afinidades provocaram a união. Sabe todas essas questões que juntam as mulheres? Elas lutam contra os homens e a favor deles (característica in re ipsa das mulheres, pouco contrditórias, não acham? Ah! Não se preocupem ela sabe o que siginifica essa expressão em latim, se não souber vai descobrir rapidinho), gostam das cores e as variações delas, discutem moda, gosto musical, fazem juntas passeios no shopping, compras, reuniões, gostam de juntar os amigos em confraternizações, adoram fazer nada e conversar sobre tudo.
Ela é assim, tem os olhos puxados e insiste em dizer que são de origem indígena. Basta olhar seus progenitores e ver que de índia mesmo ela não tem nada. A pergunta de U$ 1 milhão é: Porque ela não assume a nacionalidade? Por que renega tanto a família? Talvez seja algum trauma de infância. Apesar do cabelo mega liso e da cor de índio mesmo, os olhinhos não negam. Brincadeiras a parte, posso dizer é a única Japa índia que eu conheço. O melhor presente que ela já ganhou foi um vidro de 100ml de maracugina. A Japa é ansiosa mesmo, precisa de vez em quando de um calmante assim.
O trabalho ideal para Carinerds (como é carinhosamente chamada) é na assessoria de imprensa do IBGE. A Japa adora estatísticas e pra tudo ela tem um número que comprove ou derrube a questão discutida. Adora dizer que XX% de alguma coisa fez outra, ou tem tal coisa. Ela é assim. O melhor amigo dela é o Google, não gosta nada, nada quando perguntam alguma coisa e ela não sabe a resposta. Mas ela conseguiu conquistar assim, cheia de números, de novas informações, de curiosidades de rodapé.
Divertida, com uma pitada de timidez, engraçada do jeito mais discreto que possa existir. Boto fé que é a melhor Japa pra se trabalhar do lado. Necessariamente lado a lado e mesmo assim precisamos conversar por msn e trocar mensagens pelo orkut. Meninas são assim! O melhor: ela adora aquelas informações inúteis, que um dia acabam servindo para alguma coisa.
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