Você chamar sua amiga pelo apelido carinhoso, vai lá, né. Agora, chamar o chefe de governo de gov, já é um pouco demais. Intimidade não é para tanto.
Trabalhar com ele todos os dias, acompanhá-lo em todos os eventos, escrever sobre ele, saber cada passo do homem, até saber de cor seu discurso, não significa que você pode chamá-lo de gov. Assim, na intimidade. “Bom dia, govs”. Gíria de coleguinhas. Entre amigos é totalmente possível, mas nesses casos o costume de casa, não pode (de maneira alguma) ir à praça.
Outra gafe: dizer que o govs está na guerra. O que é isso, minha gente? Como assim o governador está na guerra? O que significa isso para uma autoridade? Eu fiquei sem respostas. Definitivamente, não sei o que falar.
Vou ter de apelar para o significado da expressão.
Estar na guerra: expressão que vem do Zimbábue e significa que solteiros e solteiras vão a festas e encontros para se pegar. Se pegar: é uma expressão também da África Austral que faz referências ao ato de beijar alguém sem compromisso por uma ou mais noites, ou dia se preferir. Ou seja, estar na guerra é sair de casa para balada e para pegação forte.
Depois de tanta elucidação sobre o tema, podemos perceber que não cabe dizer que o “gov tá na guerra”. Cadê o respeito pela autoridade do homem? Onde este mundo vai parar? Não existe intimidade entre repórter e fonte, não desta forma. Acho que todos sabem muito bem disso. Pior quando ele é o seu chefe, não imediato, mas seu chefe. Aí ficou demais mesmo.
Aprendi uma coisa muito verdadeira: Dê dinheiro, mas não dê intimidade. Neste caso o erro é duplo. A pessoa dá dinheiro e não dá intimidade nenhuma. Quem entende? Espero que essa fofoca, comentário na verdade – o governador (que já virou gov) está na guerra – não se espalhe por aí. Pode pegar mal.
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