Você chamar sua amiga pelo apelido carinhoso, vai lá, né. Agora, chamar o chefe de governo de gov, já é um pouco demais. Intimidade não é para tanto.
Trabalhar com ele todos os dias, acompanhá-lo em todos os eventos, escrever sobre ele, saber cada passo do homem, até saber de cor seu discurso, não significa que você pode chamá-lo de gov. Assim, na intimidade. “Bom dia, govs”. Gíria de coleguinhas. Entre amigos é totalmente possível, mas nesses casos o costume de casa, não pode (de maneira alguma) ir à praça.
Outra gafe: dizer que o govs está na guerra. O que é isso, minha gente? Como assim o governador está na guerra? O que significa isso para uma autoridade? Eu fiquei sem respostas. Definitivamente, não sei o que falar.
Vou ter de apelar para o significado da expressão.
Estar na guerra: expressão que vem do Zimbábue e significa que solteiros e solteiras vão a festas e encontros para se pegar. Se pegar: é uma expressão também da África Austral que faz referências ao ato de beijar alguém sem compromisso por uma ou mais noites, ou dia se preferir. Ou seja, estar na guerra é sair de casa para balada e para pegação forte.
Depois de tanta elucidação sobre o tema, podemos perceber que não cabe dizer que o “gov tá na guerra”. Cadê o respeito pela autoridade do homem? Onde este mundo vai parar? Não existe intimidade entre repórter e fonte, não desta forma. Acho que todos sabem muito bem disso. Pior quando ele é o seu chefe, não imediato, mas seu chefe. Aí ficou demais mesmo.
Aprendi uma coisa muito verdadeira: Dê dinheiro, mas não dê intimidade. Neste caso o erro é duplo. A pessoa dá dinheiro e não dá intimidade nenhuma. Quem entende? Espero que essa fofoca, comentário na verdade – o governador (que já virou gov) está na guerra – não se espalhe por aí. Pode pegar mal.
segunda-feira, abril 30, 2007
quinta-feira, abril 19, 2007
Festa estranha com gente esquisita
O meu novo lema é: vou dar de presente às pessoas um gato, para que elas cuidem da vida delas e de mais sete e quem sabe assim estejam ocupadas o suficiente para esquecer da minha.
Eu começo a achar que o problema está comigo. Eu chego aos lugares faço o que preciso e tenho de fazer, junto as minhas tralhas e vou para minha casa. Vou tranqüila com a sensação de dever cumprido.
Antes de cumprir o meu dever, durante o caminho me deparo com alguns obstáculos. “No meio do caminho havia uma pedra”... uma não, acho que são quatro pedras. E elas de verdade empatam minha vida. Na verdade me cansam. Atrapalham o meu rendimento e se preocupam demais em ocupar o meu caminho. Por que diabos não ocupam o caminho de outras pessoas?
A culpa deve ser minha mesmo, espero a mesma atitude das pessoas. Aquela velha história de fazer e esperar que façam o mesmo com você. Espero mesmo, que elas cheguem, façam o seu e deixem o dos outros de lado. Afinal, a sua vida já é cheia de tantas coisas para você se preocupar. Por que tomar conta de outras? Não é mesmo?!
Isso acontece principalmente no trabalho. E o pior é que encontrei gente assim em todos os lugares que já trabalhei. Labutar deve deixar os seres humanos com raiva. Deve ser essa a explicação. Eles têm tanta raiva de trabalhar que precisam descontar de alguma forma.
Uma pessoa muito especial diz que isso acontece porque elas não têm muita coisa para fazer. Aí já sabe né: Cabeça vazia, oficina do Diabo. Ou seja, coisa ruim mesmo, porque desse cara aí, não pode sair coisa boa.
Na verdade isso é só um desabafo, afinal esse espaço aqui é justamente para isso, e claro para contar os meus “causos”. Tenho até uma historinha engraçada que poderia dar uma boa crônica, falando dessas coisas. Mas não quero expor essas pedras do meu caminho.
A minha mãe me ensinou assim, a se preocupar em fazer bem feito o meu e deixar o que é dos outros de lado. Mas ela esqueceu de me ensinar que as pessoas não são assim.
Eu começo a achar que o problema está comigo. Eu chego aos lugares faço o que preciso e tenho de fazer, junto as minhas tralhas e vou para minha casa. Vou tranqüila com a sensação de dever cumprido.
Antes de cumprir o meu dever, durante o caminho me deparo com alguns obstáculos. “No meio do caminho havia uma pedra”... uma não, acho que são quatro pedras. E elas de verdade empatam minha vida. Na verdade me cansam. Atrapalham o meu rendimento e se preocupam demais em ocupar o meu caminho. Por que diabos não ocupam o caminho de outras pessoas?
A culpa deve ser minha mesmo, espero a mesma atitude das pessoas. Aquela velha história de fazer e esperar que façam o mesmo com você. Espero mesmo, que elas cheguem, façam o seu e deixem o dos outros de lado. Afinal, a sua vida já é cheia de tantas coisas para você se preocupar. Por que tomar conta de outras? Não é mesmo?!
Isso acontece principalmente no trabalho. E o pior é que encontrei gente assim em todos os lugares que já trabalhei. Labutar deve deixar os seres humanos com raiva. Deve ser essa a explicação. Eles têm tanta raiva de trabalhar que precisam descontar de alguma forma.
Uma pessoa muito especial diz que isso acontece porque elas não têm muita coisa para fazer. Aí já sabe né: Cabeça vazia, oficina do Diabo. Ou seja, coisa ruim mesmo, porque desse cara aí, não pode sair coisa boa.
Na verdade isso é só um desabafo, afinal esse espaço aqui é justamente para isso, e claro para contar os meus “causos”. Tenho até uma historinha engraçada que poderia dar uma boa crônica, falando dessas coisas. Mas não quero expor essas pedras do meu caminho.
A minha mãe me ensinou assim, a se preocupar em fazer bem feito o meu e deixar o que é dos outros de lado. Mas ela esqueceu de me ensinar que as pessoas não são assim.
terça-feira, abril 10, 2007
Experiência de Criança
Acho que muitos já conhecem essa crônica, mas eu gosto tanto dela que resolvi postar aqui também!! Aproveitem!! Moro em Brasília desde que nasci. Mas cometi alguns erros nessa minha vida inteira de capital federal. Por exemplo: só conheci a catedral e o museu JK quando uma amiga de Belo Horizonte me visitou em 1998, eu já tinha 17 anos. Um passeio pela esplanada, com direito a fotos felizes e pontos turísticos, fiz quando estava na faculdade só porque tinha de fazer um trabalho acadêmico. Essas coisas são importantes, são necessárias na vida de uma criança brasiliense. Muito menos fui ao desfile de 07 de setembro, homenagem à Pátria, multidão na Esplanada. Isso, eu nunca presenciei.
O bom foi que escolhi uma profissão que proporciona algumas coisas boas, outras nem tanto, mas algumas bem divertidas. A notícia da pauta não foi nada agradável. Veio na véspera do feriado de 07 de setembro, às 22h30. Hora nada agradável também, para quem saiu da redação alguns minutos antes. Quando a bina do celular denuncia telefone do trabalho é melhor atender logo, mesmo sabendo que a notícia não será muito boa. Do outro lado da linha vem a pauta: “Oi Lalá (meu carinhoso apelido), amanhã você chega um pouquinho mais cedo e vai com o fotógrafo para Esplanada cobrir o desfile de 07 de setembro, tá?!”. Eu como toda repórter sagaz disse logo: “Claro, eu já ia chegar mais cedo mesmo”. Logo que desliguei, pensei: “Putz, que fria essa!”.
Brasília, 07 de setembro de 2006. O dia começa nublado, logo penso: “Ah! Não vai ser tão ruim assim, nada de sol quente e calor insuportável”. Peguei meu bloquinho, duas canetas (vai que uma falha no meio da entrevista) e sai feliz e contente. Logo que avistei a Esplanada, vi uma multidão. Mais de 30 mil pessoas se aglomeraram em pequenos espaços para ver militares,civis e artistas passeando por uma rua estreita. Ufa! Para fugir daquele caos, conseguimos entrar numa área só para credenciados e não tínhamos nem idéia de que credencial era essa. Mas a vista era privilegiada e as fotos saíram maravilhosas.
Passei a observar as pessoas que estavam por lá. Aquelas que acordaram cedo, se arrumaram junto com a família e amigos e chegaram cedo, para conseguir um bom lugar e ver o desfile. Devo confessar que o desfile é de fato muito bonito. Em muitos momentos, me peguei com a boca aberta, besta com tamanha festa. Daí percebi que fez falta não participar dessa comemoração junto com a família.
Mas o melhor, de todo o dia, foi me flagrar olhando incansavelmente para o céu, rindo para pilotos que não me enxergavam no meio daquelas pessoas. Eu estava besta com a Esquadrilha da Fumaça, a atração mais esperada do desfile. Eram sete aviões que rasgavam as nuvens e soltavam fumaça para marcar seus caminhos. Um fazia piruetas que nunca imaginei que pudessem ser feitas. Eles passaram pertinho de mim. Faziam manobras que pra mim são altamente perigosas, mas lindas de se ver. Eles voavam de cabeça pra baixo. Incrível. Foram quinze minutos, apenas quinze minutos. E eu parecia uma criança, sem desgrudar o olho do céu e numa expectativa de dar frio na barriga, esperando pela próxima peripécia no ar.
Bati palmas freneticamente. Sorri de dar dor na boca. Esqueci do sol me queimando. Perdi-me do fotógrafo que foi buscar o melhor ângulo. Deixei de observar as pessoas em volta. Vi um coração de fumaça se formar no céu. Eu adoro corações. Prestei atenção em todas as manobras. Todas mesmo. Adorei as piruetas. Tive medo, em algumas, eles pareciam despencar do alto. Vibrei quando percebi que eles não iriam cair e estavam apenas fazendo mais gracinhas. Larguei a minha pauta e voltei a ser criança, por quinze maravilhosos minutos.
O bom foi que escolhi uma profissão que proporciona algumas coisas boas, outras nem tanto, mas algumas bem divertidas. A notícia da pauta não foi nada agradável. Veio na véspera do feriado de 07 de setembro, às 22h30. Hora nada agradável também, para quem saiu da redação alguns minutos antes. Quando a bina do celular denuncia telefone do trabalho é melhor atender logo, mesmo sabendo que a notícia não será muito boa. Do outro lado da linha vem a pauta: “Oi Lalá (meu carinhoso apelido), amanhã você chega um pouquinho mais cedo e vai com o fotógrafo para Esplanada cobrir o desfile de 07 de setembro, tá?!”. Eu como toda repórter sagaz disse logo: “Claro, eu já ia chegar mais cedo mesmo”. Logo que desliguei, pensei: “Putz, que fria essa!”.
Brasília, 07 de setembro de 2006. O dia começa nublado, logo penso: “Ah! Não vai ser tão ruim assim, nada de sol quente e calor insuportável”. Peguei meu bloquinho, duas canetas (vai que uma falha no meio da entrevista) e sai feliz e contente. Logo que avistei a Esplanada, vi uma multidão. Mais de 30 mil pessoas se aglomeraram em pequenos espaços para ver militares,civis e artistas passeando por uma rua estreita. Ufa! Para fugir daquele caos, conseguimos entrar numa área só para credenciados e não tínhamos nem idéia de que credencial era essa. Mas a vista era privilegiada e as fotos saíram maravilhosas.
Passei a observar as pessoas que estavam por lá. Aquelas que acordaram cedo, se arrumaram junto com a família e amigos e chegaram cedo, para conseguir um bom lugar e ver o desfile. Devo confessar que o desfile é de fato muito bonito. Em muitos momentos, me peguei com a boca aberta, besta com tamanha festa. Daí percebi que fez falta não participar dessa comemoração junto com a família.
Mas o melhor, de todo o dia, foi me flagrar olhando incansavelmente para o céu, rindo para pilotos que não me enxergavam no meio daquelas pessoas. Eu estava besta com a Esquadrilha da Fumaça, a atração mais esperada do desfile. Eram sete aviões que rasgavam as nuvens e soltavam fumaça para marcar seus caminhos. Um fazia piruetas que nunca imaginei que pudessem ser feitas. Eles passaram pertinho de mim. Faziam manobras que pra mim são altamente perigosas, mas lindas de se ver. Eles voavam de cabeça pra baixo. Incrível. Foram quinze minutos, apenas quinze minutos. E eu parecia uma criança, sem desgrudar o olho do céu e numa expectativa de dar frio na barriga, esperando pela próxima peripécia no ar.
Bati palmas freneticamente. Sorri de dar dor na boca. Esqueci do sol me queimando. Perdi-me do fotógrafo que foi buscar o melhor ângulo. Deixei de observar as pessoas em volta. Vi um coração de fumaça se formar no céu. Eu adoro corações. Prestei atenção em todas as manobras. Todas mesmo. Adorei as piruetas. Tive medo, em algumas, eles pareciam despencar do alto. Vibrei quando percebi que eles não iriam cair e estavam apenas fazendo mais gracinhas. Larguei a minha pauta e voltei a ser criança, por quinze maravilhosos minutos.
Foto: Nilson Carvalho
domingo, abril 01, 2007
Trabalho em equipe
Dizem que pobre tem mais é de ralar na vida. Trabalhar muito pra ganhar pouco e ainda sair com um sorriso estampado no rosto, às vezes fingindo ser feliz, às vezes feliz de fato. De vez em quando penso que nada dá certo! Coisas assim passam pela cabeça. Na verdade o que altera meus ânimos, que são pra lá de empolgados, é a seguinte questão: como trabalhar em equipe?
Não sei os seus, mas meus pais passaram a vida inteira discursando sobre como é importante saber trabalhar em equipe. Essas teorias furadas eu já entendi há um tempão, mas tenta colocar na prática. Um sacrifício, para não dizer martírio. Posso exagerar nos adjetivos, mas que é um tormento, ninguém pode discordar.
Pessoas prestativas demais atrapalham, as burras empacam, as nervosas dão chiliques, as normais são chatas. Será que o problema está comigo? Vocês devem pensar: óbvio que sim. Proponho um desafio. Passem o dia inteiro em uma redação, mas não um dia qualquer, aqueles de fechamento de jornal, ou reuniões infindáveis que não dão em nada. Você tem duas alternativas, ou sai louco ou concorda que trabalhar em equipe é a pior coisa que já inventaram.
Acredito na pessoa que inventou essa tal de “equipe”, a dele deveria ser fantástica, na verdade acredito fielmente que ele trabalhava sozinho. Sei que o conceito foi inventado nos Estados Unidos, mas o autor da teoria ninguém sabe o nome. Ele de verdade não deve querer ser reconhecido.
Criaturas são engraçadas, as da espécie Homo sapiens são mais ainda. Existem algumas que se esforçam para ser da equipe, outras preferem fazer todo o trabalho sozinhas, essas são as mais espertas. Muita gente, de fato atrapalha. Não, eu não sou anti-social ou tenho aversão a essas “queridas” criaturas da espécie. Mas todos devem concordar, um cão é bem mais compreensível, adaptável e obediente que esses seres.
Não sei os seus, mas meus pais passaram a vida inteira discursando sobre como é importante saber trabalhar em equipe. Essas teorias furadas eu já entendi há um tempão, mas tenta colocar na prática. Um sacrifício, para não dizer martírio. Posso exagerar nos adjetivos, mas que é um tormento, ninguém pode discordar.
Pessoas prestativas demais atrapalham, as burras empacam, as nervosas dão chiliques, as normais são chatas. Será que o problema está comigo? Vocês devem pensar: óbvio que sim. Proponho um desafio. Passem o dia inteiro em uma redação, mas não um dia qualquer, aqueles de fechamento de jornal, ou reuniões infindáveis que não dão em nada. Você tem duas alternativas, ou sai louco ou concorda que trabalhar em equipe é a pior coisa que já inventaram.
Acredito na pessoa que inventou essa tal de “equipe”, a dele deveria ser fantástica, na verdade acredito fielmente que ele trabalhava sozinho. Sei que o conceito foi inventado nos Estados Unidos, mas o autor da teoria ninguém sabe o nome. Ele de verdade não deve querer ser reconhecido.
Criaturas são engraçadas, as da espécie Homo sapiens são mais ainda. Existem algumas que se esforçam para ser da equipe, outras preferem fazer todo o trabalho sozinhas, essas são as mais espertas. Muita gente, de fato atrapalha. Não, eu não sou anti-social ou tenho aversão a essas “queridas” criaturas da espécie. Mas todos devem concordar, um cão é bem mais compreensível, adaptável e obediente que esses seres.
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