quarta-feira, julho 14, 2010

Boletim da História

Pra quem leu “O Senhor, Ela, a bicicletinha e a calcinha”.

Estava com saudades do casal, não sei vocês. Mas essa semana, mais precisamente nesta segunda-feira, passei pela porta feliz. Ela estava mais azul que o normal, não entendi no primeiro momento. Logo depois, quando me aproximei mais, ela me olhou. Estava cheia de rancor no coração e num piscar de olhos, sem eu perceber o momento em que ela começou, a porta bateu rapidamente. Fez o maior barulho que já escutei. Fidel assustou e a reação foi latir sem parar. Em segundos o Senhor chegou. Tudo aconteceu muito rápido. Ele foi buscar o café da manhã dela. Na sacola, havia leite, um saco de poucos pães e uma manteiga do pote pequeno.
Ela, bem ríspida, abriu a porta e falou alto: "Essa menina, parece que nunca viu". E bateu novamente a porta que não estava mais "azul feliz". A porta anunciava.
Eu realmente nunca tinha visto, não mesmo, mas não observava de maldade, era apenas curiosidade. Era uma história que não teria fim. Mas acho que teve. A porta, agora, azul escura e sem adesivos, não me deixa mais ver nada.
Nos outros dias, tive poucas notícias. O Senhor consertou algumas coisas e deixou outras do lado de fora. E Ela? Não vi mais.

A gente pode esperar as cenas do próximo capítulo

Sem mais... (espero que apenas por enquanto, eu gosto de observar histórias :))

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