"Senhor, Me ajude a nunca desistir de ser mulher. Coloque um espelho no meio do caminho entre a lavanderia, o supermercado, o sapateiro... E que, ao me olhar, eu goste do que vejo.
Não deixe que eu passe uma semana sem usar rímel, um salto bem alto ou um jeans mais justo. Proteja meus cabelos do vento, os brincos e anéis de olhares invejosos.
Nunca deixe faltar na minha vida comédias românticas e boas depiladoras. Se eu tiver vontade de chorar, faça com que eu chore um dilúvio. E que tenha saído de casa sem pintar os olhos.
Para cada dia triste, me dê uma vitrine de roupas lindas. Já que eu nunca pedi milagres, faça com que as minhas celulites sejam ao menos discretinhas.
Me dê saúde, tempo livre e silêncio... E que nunca falte perfume na minha gaveta. Nos engarrafamentos, faça com que eu ligue o rádio e esteja tocando minha música preferida.
Me dê forças para comer mais saladas, mais frutas. Cegue meus olhos para as sujeiras nos cantos. Ajude para que eu chegue ao trabalho inteira. Em dias difíceis, me dê persistência para seguir na dieta.
Dê também firmeza para os seios. Proteja minhas poucas horas de sono e não me julgue mal, caso eu não acorde na hora. Não deixe que minha testa fique tão franzida a ponto de parecer uma saia plissada. E eu, uma louca estressada.
Faça com que o sol seja meu personal trainer e meu complexo vitamínico, meu carregador de baterias. Mas quando eu pedir um diazinho de chuva, não me pergunte por quê. Para cada batata quente no trabalho, me dê um café recém-passado.
Entenda que, quando rezo para cancelarem uma reunião, não é gastar reza à toa, pode ter certeza. No meio de tudo isso, faça com que eu ainda ache tempo para: - virar namorada de novo; - ir ao cinema; - jantar fora; - dormir abraçadinha.
Ilumine o espelho do banheiro e proteja meus cremes e segredos... Ajude a não faltar gasolina e não furar o pneu e, por favor, afaste os motoqueiros do meu retrovisor. Senhor, por pior que seja meu dia... faça com que ele termine e não EU. Amém"
sexta-feira, julho 30, 2010
quarta-feira, julho 14, 2010
Boletim da História
Pra quem leu “O Senhor, Ela, a bicicletinha e a calcinha”.
Estava com saudades do casal, não sei vocês. Mas essa semana, mais precisamente nesta segunda-feira, passei pela porta feliz. Ela estava mais azul que o normal, não entendi no primeiro momento. Logo depois, quando me aproximei mais, ela me olhou. Estava cheia de rancor no coração e num piscar de olhos, sem eu perceber o momento em que ela começou, a porta bateu rapidamente. Fez o maior barulho que já escutei. Fidel assustou e a reação foi latir sem parar. Em segundos o Senhor chegou. Tudo aconteceu muito rápido. Ele foi buscar o café da manhã dela. Na sacola, havia leite, um saco de poucos pães e uma manteiga do pote pequeno.
Ela, bem ríspida, abriu a porta e falou alto: "Essa menina, parece que nunca viu". E bateu novamente a porta que não estava mais "azul feliz". A porta anunciava.
Eu realmente nunca tinha visto, não mesmo, mas não observava de maldade, era apenas curiosidade. Era uma história que não teria fim. Mas acho que teve. A porta, agora, azul escura e sem adesivos, não me deixa mais ver nada.
Nos outros dias, tive poucas notícias. O Senhor consertou algumas coisas e deixou outras do lado de fora. E Ela? Não vi mais.
A gente pode esperar as cenas do próximo capítulo
Sem mais... (espero que apenas por enquanto, eu gosto de observar histórias :))
Estava com saudades do casal, não sei vocês. Mas essa semana, mais precisamente nesta segunda-feira, passei pela porta feliz. Ela estava mais azul que o normal, não entendi no primeiro momento. Logo depois, quando me aproximei mais, ela me olhou. Estava cheia de rancor no coração e num piscar de olhos, sem eu perceber o momento em que ela começou, a porta bateu rapidamente. Fez o maior barulho que já escutei. Fidel assustou e a reação foi latir sem parar. Em segundos o Senhor chegou. Tudo aconteceu muito rápido. Ele foi buscar o café da manhã dela. Na sacola, havia leite, um saco de poucos pães e uma manteiga do pote pequeno.
Ela, bem ríspida, abriu a porta e falou alto: "Essa menina, parece que nunca viu". E bateu novamente a porta que não estava mais "azul feliz". A porta anunciava.
Eu realmente nunca tinha visto, não mesmo, mas não observava de maldade, era apenas curiosidade. Era uma história que não teria fim. Mas acho que teve. A porta, agora, azul escura e sem adesivos, não me deixa mais ver nada.
Nos outros dias, tive poucas notícias. O Senhor consertou algumas coisas e deixou outras do lado de fora. E Ela? Não vi mais.
A gente pode esperar as cenas do próximo capítulo
Sem mais... (espero que apenas por enquanto, eu gosto de observar histórias :))
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