quinta-feira, dezembro 24, 2009

As três verdades da nossa vida

Um dia desses, desses comuns, daqueles comuns mesmo, quando eu consegui alguns segundos para tentar ter esperanças e relaxar, depois das inúmeras notícias sobre a crise política instalada na capital. Propina, mensalão (mais uma vez), vídeos, gravações, denúncias, corrupção. Naquele dia, quando resolvi sair de casa para não mais assistir ou ouvir sobre a crise, que poderia um dia interferir no meu emprego e no pobre e tão enxuto salário.

Aquele dia comum mesmo, que eu já não esperava mais nada e estava com uma vontade louca de matar alguns grupos sociais, tribos, ou sei lá como queiram chamar. Não posso dizer quais, pois me chamarão de preconceituosa. E existem duas coisas que eu detesto (palavra forte demais): preconceito e deputado evangélico, para não dizer apenas um dos dois, ou só deputado, ou só evangélico. Ok! Não matem o mensageiro. Dia comum, depois de vários dias de fúria. Entendam.

Então voltemos àquele dia, com cara de que nada tão interessante ou divertido iria acontecer. Dia que tentei fugir das especulações sobre vídeos e gravações sobre o “suposto” esquema de propina no governo. E eu trabalho no governo. Nesse mesmo dia, nesse que estava desse jeito, eu tive uma surpresa e acabei descobrindo três verdades da nossa vida. E o dia se transformou. Me fez rir de doer a barriga, relaxar como bicho preguiça, esquecer como criança inocente, entender como os gênios e acreditar em bobagens como a metade da população brasileira e a outra metade também.

Um grande amigo me revelou três verdades que mudaram minha vida. E acredito que seja para sempre. “Lalá, fique tranquila, existem três certezas na nossa vida: A primeira é que o fim é a morte, a segunda que o Renato não tomou bomba, e terceira é que nosso governador é inocente”, afirmou veementemente esse meu grande amigo.

O fim de repente nem é morte, existem tantos que acreditam que há vida após essa aqui que vivemos. O Renato até hoje toma bomba – desculpe-me revelar um “segredo” tão secreto e íntimo. E o nosso governador é inocente mesmo e foi vítima desse sistema vil e cruel que nossa política está submetida. No mercado existe uma demanda, ela determina o valor da propina e nossos políticos devem seguir um caminho e um rio que corre desta maneira. É preciso mudar sim, mas é preciso antes educar, é preciso mesmo entender todo o sistema. Meu “amigo” Cristovam, que me perdoe, mas irei copiá-lo, o caminho mesmo é a EDUCAÇÃO.

Ufa desabafei!

Apesar, de todas as verdades ou mentiras que vimos e vivemos todos os dias, é saudável ter amigos, compartilhar problemas, verdades e mentiras, rir, brincar com essas mesmas verdades e mentiras e entender um pouquinho mais do mundo que vivemos. E também escolher o caminho que seguiremos. Eu já escolhi o meu, falta você e mais um bocado de milhões de pessoas.

Sem mais... de uma Aspirante a cronista.

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