Tudo bem que os leitores do blog são meus amigos e me conhecem bem, não precisam de descrições, mas achei muito lindo o que minha irmã escreveu de mim. Podem perceber que sou um tanto quanto explorada por ela, mas ao mesmo tempo sustentada. Vai entender. Será que ela quer algum tipo de compensação por tudo que me proporciona? Até parece, é amor mesmo. Vamos acreditar nisso.
Esse texto ela fez para entrar na orelha do meu livro, aquelas descrições dos autores, tipo: Ana Larissa Albuquerque Viana, nasceu em Brasília, tem 25 anos e é um escritora prodígio, mas muito renomada. Tornou-se cronista ainda na universidade, onde descobriu seu talento.
Ah! Vamos concordar que a descrição da irmã mais velha ficou bem melhor, apesar dessa aí de cima estar muito verossímil.
Ela é mimada, chorona e fala muito alto. Ela é complicada, mulherzinha e adora discutir o assunto. Ela tem o cabelo liso, os olhos verdes e é peituda. Ela é a tia preferida, a filha preferida e a irmã preferida. Ela é boba, feia e chata. Ela é fantástica, linda de morrer e a pessoa mais legal do mundo. Ela é fã do Captain Jack Sparrow e me ensinou a gostar de Matchbox 20. Ela faz meu lanche, meu almoço e meu jantar. É ela quem cuida de mim quando estou doente, que arruma minhas coisas, que faz tudo o que eu peço. É ela que depende de mim. Ela é tão fofa, meiga e doce. Ela é viciada em chocolate, adora dançar e ama escrever. Ela diz q é jornalista e eu boto a maior fé. Ela é a minha irmã, minha amiga e companheira. E eu não consigo viver sem ela. E morro de orgulho disso. Ela é o meu amor!
terça-feira, março 20, 2007
sexta-feira, março 09, 2007
Uma salva de palmas para as diferenças
Antes, dormir não fazia parte dos planos do meu curto dia de 24 horas;
Agora, tenho tempo de sobra para descansar;
Antes, a jornada de trabalho era de 12 horas e o salário uma miséria;
Agora, o trabalho é apenas meio período, como manda a lei para jornalistas e o salário vale aquilo que a gente trabalha;
Antes, o almoço era engolido, às vezes nem almoço tinha;
Agora, posso comer em casa, no shopping, com os coleguinhas, sem eles, o cardápio? É só escolher;
Antes, eram, no mínimo, cinco pautas por dia, não tinha como respirar;
Agora, no máximo três, com direito a coffee break;
Antes, carnaval não era sinônimo de feriado e descanso;
Agora, até Salvador me recebe de braços abertos;
Antes, não havia revezamento de plantões e nos feriados era toda a redação na labuta;
Agora, trabalho um e folgo seis;
Antes, o trabalho não era reconhecido;
Agora, demonstram sempre que confiam em você e que acreditam que é capaz e eficiente;
Antes, os superiores tinham a certeza de que formávamos um bando de inexperientes, sem rumo na vida e que só sabia dizer “tudo bem”, igual a propaganda do novo Fiesta
Agora, suas opiniões contam e muito, e eles fazem questão da sua sugestão;
Antes, faziam a gente acreditar que essas mesmas sugestões seriam colocadas em prática;
Agora, elas são usadas de verdade;
Antes, confesso, tínhamos uma equipe maravilhosa de repórteres;
Agora, todos são super legais, mas nada como a “minha equipe de jornalismo”;
Antes, eu podia falar, “seje”, “teje”, “menas”, “meia cansada” e ninguém acreditava que meu português era de fato péssimo;
Agora, qualquer falha gramatical pode ser o fim do mundo;
Antes, eu não precisava me comportar diante dos coleguinhas, era pé em cima de computador, botão de calça aberto, lanche em cima da mesa, resto do chocolate de ontem divido por quatro;
Agora, sou comportadinha, afinal, meu cargo exige isso, uma mulher responsável e não uma moleca bobona (adorava ser assim);
Antes, era diferente;
Agora, é mais ainda;
Antes, parecia o melhor lugar do mundo;
Agora, dou graças as enormes diferenças que existem em tudo nesse mundo.
Agora, tenho tempo de sobra para descansar;
Antes, a jornada de trabalho era de 12 horas e o salário uma miséria;
Agora, o trabalho é apenas meio período, como manda a lei para jornalistas e o salário vale aquilo que a gente trabalha;
Antes, o almoço era engolido, às vezes nem almoço tinha;
Agora, posso comer em casa, no shopping, com os coleguinhas, sem eles, o cardápio? É só escolher;
Antes, eram, no mínimo, cinco pautas por dia, não tinha como respirar;
Agora, no máximo três, com direito a coffee break;
Antes, carnaval não era sinônimo de feriado e descanso;
Agora, até Salvador me recebe de braços abertos;
Antes, não havia revezamento de plantões e nos feriados era toda a redação na labuta;
Agora, trabalho um e folgo seis;
Antes, o trabalho não era reconhecido;
Agora, demonstram sempre que confiam em você e que acreditam que é capaz e eficiente;
Antes, os superiores tinham a certeza de que formávamos um bando de inexperientes, sem rumo na vida e que só sabia dizer “tudo bem”, igual a propaganda do novo Fiesta
Agora, suas opiniões contam e muito, e eles fazem questão da sua sugestão;
Antes, faziam a gente acreditar que essas mesmas sugestões seriam colocadas em prática;
Agora, elas são usadas de verdade;
Antes, confesso, tínhamos uma equipe maravilhosa de repórteres;
Agora, todos são super legais, mas nada como a “minha equipe de jornalismo”;
Antes, eu podia falar, “seje”, “teje”, “menas”, “meia cansada” e ninguém acreditava que meu português era de fato péssimo;
Agora, qualquer falha gramatical pode ser o fim do mundo;
Antes, eu não precisava me comportar diante dos coleguinhas, era pé em cima de computador, botão de calça aberto, lanche em cima da mesa, resto do chocolate de ontem divido por quatro;
Agora, sou comportadinha, afinal, meu cargo exige isso, uma mulher responsável e não uma moleca bobona (adorava ser assim);
Antes, era diferente;
Agora, é mais ainda;
Antes, parecia o melhor lugar do mundo;
Agora, dou graças as enormes diferenças que existem em tudo nesse mundo.
quinta-feira, março 01, 2007
O Pierrot e a Colombina
Vocês me desculpem, mas antes de começar preciso alertá-los: nesta história não há triângulo amoroso. Apesar de ter acontecido no carnaval e ser época propicia para vários amores de verão, é preciso entender que a alma e o corpo são de uma única pessoa. A ousadia, o olhar profundo e meigo são características dessa mesma única pessoa. Quem não conhece o poema que fala da dúvida e do amor a três entre o Arlequim, o Pierrot e a Colombina pode procurar por Máscaras de Menotti del Picchia.
Começou assim, em um carnaval fora de época, amor a primeira vista. Com o tempo foi desenrolando o romance (fica meio brega chamar de romance, mas é assim mesmo que deve ser) e agora parece estar mais enrolado do que nunca. Já temos apelidos carinhosos, manias insuportáveis, paixões e amores incondicionais. Tudo na medida exata e no exagero certo.
Aí veio o carnaval de verdade. Aquele que se pula marchinhas, ouve-se frevo e ainda tem o velho e não tão bom axé. A semana que antecedeu essa festa profana, segundo minha mãe é época em que as pessoas se perdem, foi uma eterna agonia, de brigas de fato. Brigas que nunca tivemos. Eu queria que ele voltasse e ele insistia em ficar. Eu achava melhor curtir na capital e ele queria correr atrás do trio. Igual a Eduardo e Mônica, que não se parecessem em nada e nasceram um para o outro?! Entendem?
Enfim, ele venceu. Ainda bem que ele ganhou essa “parada” e “fomos atrás do caminhão fazer nosso carnaval”. Realmente o ritmo contagia, a festa é mega, para gente mega, com vontades megas e com pique ‘mais mega’ ainda. Se não agüenta nem tenta ir. Em alguns poucos momentos lembramos da possibilidade de estar na capital tomando vodca com suco de alguma coisa, boiando na piscina e escolhendo a música no laptop do amigo. Não que esse programa seja péssimo, na verdade é um dos meus preferidos, mas estar naquela cidade que respira carnaval, de verdade não tem preço.
Trocamos a vodca da capital pela caipiroska de sirigüela, limão, abacaxi e maracujá com cachaça, nessa fomos enganados, juramos que era a nossa boa e velha vodca, mas o senhor do quiosque colocou a boa pinga na garrafa de Smirnoff, a gente bebeu, com sorriso estampado na cara. Trocamos a pizza de caixinha pela deliciosa pipoca de microondas, a piscina quentinha por 9km de caminhada e sete horas do mais puro e verdadeiro axé.
O coração do mundo realmente bate ali. O nosso coração bateu mais forte ali. Segurar na corda do caranguejo, saber que Deus vai perdoar por não ser chicleteiro, dar a volta no trio, saber que ronaldinho tem o cabelo raspadinho, pular porque olha o asa aê, ouvir a mistura de tambor e outras coisas que não deixa ninguém parado, descobrir que se a gente quiser o mundo se ajeita, pirar a cabeça e o coração, feito bola de sabão são coisas que nos lembram de como é bom o carnaval. Nos fazem lembrar como é fantástico estar ao lado do amor infinito, que nossas brigas até valeram à pena.
O carnaval faz a gente descobrir. Descobrir que o seu amor é mais rabugento do que você imaginava, mas ao mesmo tempo é o mais carinhoso e atencioso. Descobrir que você é mega intransigente, mas seu amor é o mais compreensivel e não desiste de você. E ainda descobrir que carnaval também é sinônimo de farra, música e muita diversão quando estão sozinhos o Pierrot e a Colombina.
Esse foi o resultado do nosso carnaval. É só clicar no link e procurar por Moises e Ana Larissa
http://www.pepsinocarnaval.com.br/19-02/folder_listing?b_start:int=40&-C
Começou assim, em um carnaval fora de época, amor a primeira vista. Com o tempo foi desenrolando o romance (fica meio brega chamar de romance, mas é assim mesmo que deve ser) e agora parece estar mais enrolado do que nunca. Já temos apelidos carinhosos, manias insuportáveis, paixões e amores incondicionais. Tudo na medida exata e no exagero certo.
Aí veio o carnaval de verdade. Aquele que se pula marchinhas, ouve-se frevo e ainda tem o velho e não tão bom axé. A semana que antecedeu essa festa profana, segundo minha mãe é época em que as pessoas se perdem, foi uma eterna agonia, de brigas de fato. Brigas que nunca tivemos. Eu queria que ele voltasse e ele insistia em ficar. Eu achava melhor curtir na capital e ele queria correr atrás do trio. Igual a Eduardo e Mônica, que não se parecessem em nada e nasceram um para o outro?! Entendem?
Enfim, ele venceu. Ainda bem que ele ganhou essa “parada” e “fomos atrás do caminhão fazer nosso carnaval”. Realmente o ritmo contagia, a festa é mega, para gente mega, com vontades megas e com pique ‘mais mega’ ainda. Se não agüenta nem tenta ir. Em alguns poucos momentos lembramos da possibilidade de estar na capital tomando vodca com suco de alguma coisa, boiando na piscina e escolhendo a música no laptop do amigo. Não que esse programa seja péssimo, na verdade é um dos meus preferidos, mas estar naquela cidade que respira carnaval, de verdade não tem preço.
Trocamos a vodca da capital pela caipiroska de sirigüela, limão, abacaxi e maracujá com cachaça, nessa fomos enganados, juramos que era a nossa boa e velha vodca, mas o senhor do quiosque colocou a boa pinga na garrafa de Smirnoff, a gente bebeu, com sorriso estampado na cara. Trocamos a pizza de caixinha pela deliciosa pipoca de microondas, a piscina quentinha por 9km de caminhada e sete horas do mais puro e verdadeiro axé.
O coração do mundo realmente bate ali. O nosso coração bateu mais forte ali. Segurar na corda do caranguejo, saber que Deus vai perdoar por não ser chicleteiro, dar a volta no trio, saber que ronaldinho tem o cabelo raspadinho, pular porque olha o asa aê, ouvir a mistura de tambor e outras coisas que não deixa ninguém parado, descobrir que se a gente quiser o mundo se ajeita, pirar a cabeça e o coração, feito bola de sabão são coisas que nos lembram de como é bom o carnaval. Nos fazem lembrar como é fantástico estar ao lado do amor infinito, que nossas brigas até valeram à pena.
O carnaval faz a gente descobrir. Descobrir que o seu amor é mais rabugento do que você imaginava, mas ao mesmo tempo é o mais carinhoso e atencioso. Descobrir que você é mega intransigente, mas seu amor é o mais compreensivel e não desiste de você. E ainda descobrir que carnaval também é sinônimo de farra, música e muita diversão quando estão sozinhos o Pierrot e a Colombina.
Esse foi o resultado do nosso carnaval. É só clicar no link e procurar por Moises e Ana Larissa
http://www.pepsinocarnaval.com.br/19-02/folder_listing?b_start:int=40&-C
Assinar:
Comentários (Atom)