sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Parece a primeira vez

Aquela pose de dona do pedaço, eu perdi. Aquele ar de experiente, também foi embora. Aquele jeito de quem sabe tudo, nao existe nem mais um pouquinho para contar história. Aquela certeza de que posso fazer de tudo, não sobrou. Aquele domínio sobre as coisas, foi o primeiro a sumir. Agora, nem o banheiro eu sei onde fica.

Voltei a ser aquela menina insegura, pisando em ovos, tentando agradar. Voltei a ter aquela vontade de fazer tudo certo. Voltei a errar, como se nunca tivesse feito algo parecido. Voltei a ter medo de abrir gavetas. Voltei a ser aquela foquinha, que tinha esquecido de ser há muito tempo. Agora, nem coragem tenho para encher meu copo com água.

Quando vou sair da sala sempre aviso, como menina de primário pedindo lincença para a tia. Quando tenho dúvidas entro em pânico, como se não fosse possível resolver. Quando quero alguma coisa, não sei como pedir, nem para quem pedir. Quando não sei o que fazer, fico quieta no meu canto, sei lá... Vai que faço algo errado. Agora, até na fila do self service eu fico desconcertada.

Dizem que o primeiro Valisere a gente nunca esquece, mas os primeiros dias de trabalho também não. Dizem que o primeiro amor fica pra sempre, mas as mancada dos primeiros dias de trabalho também. Aí eu meu pergunto: sempre que mudar de emprego vai ser assim? Ou é coisa de foca mesmo? Será que todo mundo passa por isso? Ou será só eu que me sinto assim? Todo foca é foca de verdade? Mesmo com experiência de longos e árduos anos?

Apesar de tudo confesso ser divertido começar. Começar no novo emprego, começar com novos colegas, começar com novas experiências, começar de novo. Apesar de tudo não quero perder o frio na barriga da primeira vez, é isso que faz a gente querer seguir em frente, querer mais, se interessar, buscar.

É o desafio e na verdade é bom parecer a primeira vez

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Ela descobriu o porquê de WO ser chamado assim



Como definir colegas de redação? É mais fácil ter afinidades com as meninas, afinal, elas também desfrutam o mesmo prazer em ser do sexo feminino. Elas se entendem, apesar da natural competição, inveja e o natural ciúmes. A escritora e roteirista Fernanda Young disse uma vez em um programa de televisão que ter inveja e assumir que a tem é a melhor coisa. Assim sabemos o que nos aflige e muitas vezes essa inveja não é pejorativa. Não é o fim do mundo, sentir-se assim em relação aos outros.

Não foi difícil perceber que é mais do que normal ter amigos pra vida toda, os mesmos que são amigos de profissão. Por mais que ela não goste de ser chamada assim, a Japonesa (mais conhecida como nerds e/ou Japa) da redação tornou-se amiga, daquele jeitinho discreto, chegando devagarzinho. Mal educada, porque nem pediu licença.

As afinidades provocaram a união. Sabe todas essas questões que juntam as mulheres? Elas lutam contra os homens e a favor deles (característica in re ipsa das mulheres, pouco contrditórias, não acham? Ah! Não se preocupem ela sabe o que siginifica essa expressão em latim, se não souber vai descobrir rapidinho), gostam das cores e as variações delas, discutem moda, gosto musical, fazem juntas passeios no shopping, compras, reuniões, gostam de juntar os amigos em confraternizações, adoram fazer nada e conversar sobre tudo.

Ela é assim, tem os olhos puxados e insiste em dizer que são de origem indígena. Basta olhar seus progenitores e ver que de índia mesmo ela não tem nada. A pergunta de U$ 1 milhão é: Porque ela não assume a nacionalidade? Por que renega tanto a família? Talvez seja algum trauma de infância. Apesar do cabelo mega liso e da cor de índio mesmo, os olhinhos não negam. Brincadeiras a parte, posso dizer é a única Japa índia que eu conheço. O melhor presente que ela já ganhou foi um vidro de 100ml de maracugina. A Japa é ansiosa mesmo, precisa de vez em quando de um calmante assim.

O trabalho ideal para Carinerds (como é carinhosamente chamada) é na assessoria de imprensa do IBGE. A Japa adora estatísticas e pra tudo ela tem um número que comprove ou derrube a questão discutida. Adora dizer que XX% de alguma coisa fez outra, ou tem tal coisa. Ela é assim. O melhor amigo dela é o Google, não gosta nada, nada quando perguntam alguma coisa e ela não sabe a resposta. Mas ela conseguiu conquistar assim, cheia de números, de novas informações, de curiosidades de rodapé.

Divertida, com uma pitada de timidez, engraçada do jeito mais discreto que possa existir. Boto fé que é a melhor Japa pra se trabalhar do lado. Necessariamente lado a lado e mesmo assim precisamos conversar por msn e trocar mensagens pelo orkut. Meninas são assim! O melhor: ela adora aquelas informações inúteis, que um dia acabam servindo para alguma coisa.